O advogado Paulo Marcel Grisosete Santana Barbosa entrou com uma ação popular pedindo a suspensão do show da cantora Ana Castela, previsto para 18 de setembro na 26ª Exposapezal, em Sapezal (473 km de Cuiabá). O contrato, no valor de R$ 950 mil, foi classificado como acima da média paga por outras prefeituras e apontado como indício de sobrepreço e irregularidades no processo de contratação.
Segundo revelou o Folhamax, a ação foi protocolada contra a Prefeitura de Sapezal, o prefeito Cláudio Scariote (Republicanos) e a empresa Boiadeira Music Ltda., de propriedade da artista. Na petição, o advogado afirma que “o cachê de R$ 950 mil para o show não é no palco, é no erário”.
Comparativos de preços
Ainda conforme o Folhamax, os cachês pagos a Ana Castela em outros municípios mato-grossenses foram inferiores: R$ 650 mil em Pedra Preta (2024), R$ 750 mil em Sorriso (2024) e R$ 800 mil em Cáceres (agosto de 2025). A média gira em torno de R$ 775 mil, cerca de R$ 200 mil a menos que o contrato firmado em Sapezal.
Um relatório do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) também apontou sobrepreço equivalente a 27% acima do valor de mercado e destacou falhas no processo de inexigibilidade de licitação.
Histórico de polêmicas
A reportagem do Folhamax lembra ainda que a Prefeitura de Sapezal já esteve na mira do Ministério Público por contratações consideradas suspeitas, como a tentativa de compra de 700 quilos de erva-mate para chimarrão.
Na petição, além da suspensão do show, foi sugerido que a prefeitura deposite em juízo os R$ 200 mil de diferença como garantia até a análise final do caso.
O processo será julgado pela Vara Única da Comarca de Sapezal.




