16 de abril de 2026 01:42
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Consultas pela internet e receita digital: saiba como conseguir um médico sem sair de casa

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André Souza

Em meio à pandemia de covid-19 até ir ao consultório médico pode ser um risco à saúde. Mas a telemedicina – modalidade à distância, já praticada antes da pandemia – tem se mostrado uma alternativa para quem não quer deixar de se prevenir contra a doença.

Mas, em Cuiabá, apenas a rede privada de saúde oferece as consultas médicas não presenciais.

Um levantamento da Unimed aponta que o serviço já foi usado por 1.194 pacientes na Capital. Os dados foram contabilizados até o dia 13 de julho. Para as próximas semanas, mais de 300 consultas já estão agendadas.

A alta na procura é confirmada pelo médico infectologista Cassius Clay Azevedo. Não correr riscos desnecessários está entre os benefícios de ser atendido em uma teleconsulta, segundo ele.

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Profissionais de quase todas as especialidades já aderiram. A Unimed, por exemplo, oferece e telemedicina ambulatorial em especialidades como cardiologia, infectologia, clínica médica, pediatria e medicina da família e comunidade.

Mesmo se o paciente precisar de uma receita médica, não há necessidade de deslocamento.

Nesses casos, o documento é assinado on-line com assinatura digital. A prescrição é enviada para o e-mail ou outro canal eletrônico do paciente.

E a rede pública?

O serviço ainda não é oferecido pela rede pública estadual. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a telemedicina está em fase de implantação em Mato Grosso.

O serviço oferecido é a teleconsultoria, através do “Telessaúde MT”. O programa, porém, não atende pacientes, mas presta consultoria aos profissionais de saúde.

Não há previsão para o início do teleatendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

A reportagem entrou em contato a rede de saúde da Capital, mas não obteve resposta.

O que pensa o CRM?

Presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM-MT), Hildenete Monteiro diz acreditar na eficácia da telemedicina, especialmente, segundo ela, em um momento em que a aglomeração e o contato físico estão impedidos.

“É algo que pode ser feito. O ideal é que, se for um paciente novo, se faça uma consulta presencial primeiro para fazer o histórico. Ou, se não for possível, elaborar um prontuário o mais completo que der”, afirma.

Os riscos, entretanto, não são deixados de lado. Para Hildenete, a relação médico-paciente é a que a fica mais abalada.

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