Uma inteligência artificial desenvolvida por brasileiros tem ajudado médicos e famacêuticos a identificar e corrigir erros de prescrição de medicamentos — antes que seja tarde demais para isso.
A tecnologia já é usada em cerca de 20 cidades brasileiras, boa parte delas em regiões pobres ou isoladas. Isso porque o sistema tem sido ofertado de graça para unidades de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde).
A IA que verifica prescrições de medicamentos foi desenvolvida pela organização sem fins lucrativos NoHarm, sediada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O software é fruto do trabalho de dois irmãos: a farmacêutica Ana Helena e o cientista da computação e CEO da NoHarm, Henrique Dias.
Como funciona a IA que lê receitas médicas
O sistema da NoHarm foi treinado com informações sobre efeitos de milhares de remédios, incluindo o que pode acontecer em caso de erros de dosagem e combinações de medicamentos.
O resultado é que o software pode processar centenas de prescrições médicas de uma vez só, identificando possíveis falhas.
Para cada receita médica potencialmente perigosa, o sistema emite um alerta e fornece links de fontes confiáveis. O objetivo é que um humano — profissional da saúde — verifique se aquela prescrição pode mesmo fazer mal ao paciente.
A inteligência artificial tem ajudado o trabalho de profissionais como o farmacêutico Samuel Andrade, que trabalha em Caracaraí, cidade de 22 mil habitantes localizada no meio da Amazônia.
A história dele e da NoHarm foi contada pelo site americano Rest of World, especializado em reportagens sobre nova tecnologias e seu impacto no mundo.




