Com prejuízos de R$ 270 por animal vendido, Acrismat se reúne com governo para discutir crise na suinocultura

Elevado custo de produção e baixo preço pago aos produtores pelo quilo do animal vivo ameaçam manutenção da atividade no estado

Com objetivo de amenizar a crise enfrentada pelos suinocultores nos últimos meses, o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Itamar Canossa, e o diretor-executivo da entidade, Custódio Rodrigues, participaram na tarde desta segunda-feira (31), de reunião com o governador Mauro Mendes. Na pauta, a associação solicitou ao governo a adoção de medidas emergenciais para diminuir os prejuízos enfrentados pelos produtores no Estado.

O encontro sucedeu uma reunião realizada horas antes com o secretário Desenvolvimento Econômico do Estado de Mato Grosso (Sedec-MT), Cesar Alberto Miranda, em que a associação pediu a inclusão de novas finalidades da atividade no Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) e a redução do ICMS para frigoríficos na comercialização da carne suína.

O pleito da associação é uma tentativa de amenizar as perdas sofridas pelos suinocultores de Mato Grosso nos últimos meses, devido ao alto custo de produção, causados pelo elevado preço do milho e do farelo de soja, além do baixo preço pago pelo quilo do animal. Entre as finalidades da atividade para as quais a Acrismat solicita a inclusão no Proder estão engorda, reprodução, cria e recria. Também pede o aumento no percentual de crédito outorgado do ICMS nas operações interestaduais com suínos.

Segundo a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), o custo de produção no Estado está, em média R$ 6,25 por/quilo, enquanto o preço pago ao suinocultor está em torno de R$ 4,15/kg. Com um prejuízo de aproximadamente R$ 2,40 por quilo, na venda de um animal de 130 kg o saldo fica negativo em até R$ 270, por animal.

“Essa redefinição no Proder e sua ampliação, mesmo que momentânea, aumentaria a porcentagem do benefício e expandiria para alcançar mais produtores, não só os do setor do abate, mas toda a cadeia da suinocultura no Estado. Além de baixar o ICMS da proteína animal, tanto para consumo interno ou externo, o que pode também refletir no consumidor final”, explicou Itamar Canossa.

De acordo com Itamar, a atual situação da suinocultura tem sensibilizado as autoridades, que entendendo o momento difícil da atividade tem recebido as demandas e estudado medidas para ajudar a solucionar o problema. “Na questão de apoio, tanto o Legislativo quanto o Executivo têm demonstrado preocupação com o cenário e se propuseram a atender nossas demandas com celeridade”, afirmou.

Segundo dados da Acrismat, 86% dos produtores no Estado pertencem ao regime independente. Neste modelo, os produtores são responsáveis diretos pelos gastos com suplementação, mão de obra, energia e outras despesas.

(Informações da Assessoria)

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