A cada 100 idosos vivos no ano passado, aproximadamente 3 podem ter morrido por causas provocadas pelo calor extremo. A estimativa foi feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e consta em um relatório divulgado pela revista científica The Lancet.
Mortes provocadas por calor extremo, geralmente, estão relacionadas a situações de estresse térmico, que é quando a temperatura corporal aumenta, passando dos 36,5 °C ideais para o bom funcionamento do organismo.
Os sitomas mais comuns são:
- fadiga
- dor de cabeça
- dor muscular
- tontura
Pessoas idosas são mais vulneráveis porque o estresse térmico causa desidratação, já que o corpo passa a suar mais na tentativa de reduzir sua própria temperatura.
Mais calor e mais mortes
Estudos da OMS já apontavam para um potencial aumento no número de mortes causadas pelo calor extremo, por conta das mudanças climáticas. O estudo, no entanto, revelou que o aumento foi 3 vezes maior do que o estimado.
Enquanto a OMS esperava 65% a mais de morte de idosos por essa causa, o percentual registrado em 2023 foi de 165%.
Outro problema apontado no estudo é que países com baixos índices de desenvolvimento humano vivenciaram mais dias de calor extremo no ano passado. Isso quer dizer que a população com menos acesso a condições que poderiam amenizar os sintomas do estresse térmico foram as mais afetadas.
De acordo com o relatório, em pelo menos 63 dias de 2023 foram registradas, em alguma parte do mundo, temperaturas que caracterizam calor extremo. Foram 13 dias a mais do que a média anual registrada entre 1990 e 1999.




