17 de abril de 2026 05:42
Eleições 2018

Blairo Maggi diz que não vai mudar o rumo das alianças do PP

Foto de Laíse Lucatelli
Laíse Lucatelli

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e um dos líderes mais influentes do PP em Mato Grosso, Blairo Maggi afirmou que não vai interferir na decisão do seu partido sobre a coligação a ser montada para as eleições deste ano. Afastado da disputa eleitoral, já que decidiu continuar no cargo de ministro, ele prometeu ficar longe também das articulações para formar alianças e chapas. A tarefa deve ficar com o presidente regional do partido, o deputado federal Ezequiel Fonseca.

[featured_paragraph]“Eu não quero participar das definições. Se eu faço isso, crio uma responsabilidade para mim que eu não poderei dar conta depois, porque não estou no meio político. Não posso entrar nessa discussão agora, sob o risco de deslocar partido ou grupo político da posição em que se encontra para uma outra posição”, observou Maggi, em entrevista na última semana.[/featured_paragraph]

Segundo Maggi, a responsabilidade é grande tanto em caso de vitória como de derrota. “Se ganhar a eleição, fica a responsabilidade de ajustar os acordos políticos que foram feitos. Se movimentar e perder a eleição, o que você faz com todo pessoal que está trabalhando, está agasalhado dentro de um grupo político?”, questionou.

O PP faz parte do grupo que lançou o senador Wellington Fagundes (PR) como pré-candidato a governador pela oposição, ainda no ano passado. Porém, já recebeu convites de outros pré-candidatos, como o governador Pedro Taques (PSDB) e o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM). O presidente, Ezequiel Fonseca, descartou se aliar ao tucano, mas não fechou as portas para o DEM – há uma brecha para aliança, se Wellington não viabilizar a candidatura.

“O PP pode estar em uma coligação que não seja do meu agrado, mas eu não vou pegar o PP e, por minha conta, tirar de um lugar em que se sentem bem, onde estão estruturados, para levar para outro lugar. Pode até acontecer que o PP tenha uma candidatura e eu não esteja lá [dando apoio]. Mas eu estou saindo da política. É essa questão que quero deixar claro”, destacou Maggi.

Apesar de ser padrinho político de Mendes, quando ambos ainda eram filiados ao PR, e de ter elogiado seu potencial eleitoral em entrevista, Maggi evitou declarar apoio expresso a ele. O único pré-candidato que recebeu as bênçãos públicas do ministro foi o deputado federal Adilton Sachetti (PRB), seu amigo de infância.

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