Bebê condenado à morte

Um bebê de sete meses e meio está sendo condenado à morte no tribunal do Brasil, país onde pena de morte não existe

(Foto: Pixabay)

“Um bebê não é vida, é só um aglomerado de células”, foi o que escutei um grupo de pessoas “iluminadas” dizer outro dia. Casos de estupros de crianças indefesas ocorrem todos os dias no país, mas apenas alguns deles geram polêmicas. Quando o processo legal não anda de acordo como o que a militância travestida de Poder quer, o caso é noticiado na TV aberta, em jornais, na internet e gera um alvoroço. O povo se sente impelido, obrigado a opinar de alguma forma sobre o tema.

O caso atual, envolvendo uma criança de 11 anos, em Santa Catarina, está em alta nos grupos de Whatsapp, Facebook e Instagram.

Ontem, olhando o stories do Instagram, percebi que a opinião predominante entre os que militam, o tempo todo, pró-aborto é que, a juíza deveria ter autorizado o homicídio do bebê de sete meses e meio, para que a vítima de 11 anos não fosse obrigada a gestar uma criança e depois, arcar com as consequências da maternidade.

Quanto mais aprofundei-me no assunto, mais fiquei chocado com a covardia de alguns em condenar um inocente à morte. Quando aqueles que desejam justiça realmente, falam que um crime hediondo deve ser punido com prisão perpétua, pena de morte, etc., os defensores do aborto se escandalizam.

O motivo do escândalo deles é explicado pelo entendimento de que “os criminosos são vítimas da sociedade!”

Quando defendemos que a vida de um humano, todo formado e inocente é importante e que a gestação deve ser mantida, os mesmos defensores da humanização para lidar com bandidos, nos acusam de sermos monstros sem sensibilidade. Algo de muito errado não está nada certo nessa visão das coisas.

E por perceber o erro ilógico no comportamento deles, sempre que tenho oportunidade, defendo, nesses grupos, que quem deve ser condenado à morte é o estuprador, pois ele, ao contrário do bebê, é o único criminoso, culpado pela tragédia!

A gestação, essa deve ser acompanhada por médicos da área e, no fim, o bebê, se não puder ser criado pela mãe biológica ou por sua família, que seja dado a uma família disposta a dar amor, por meio da adoção.

Diante do meu argumento, é comum me atacarem com frases prontas do tipo: “Você não pode condenar alguém a morte”; “Você é um insensível se quer que uma criança dê a luz a um bebê” e etc.

Homicídio doloso

E de novo, sempre respondo que quem não só condena à morte, como faz isso com um inocente, que ainda nem tivera a chance de respirar, quanto mais de cometer erros, são os meus acusadores pró-aborto.

O verdadeiro insensível, amoral, antiético, monstro, canalha, assassino é quem defende o homicídio de um bebê, com a autorização da sua maior protetora, a sua mãe.

O aborto não espontâneo ou não resultante de um acidente involuntário, nada mais é do que o assassinato de uma criança. E nada pode justificar o assassinato de um inocente. Quando um crime que gera esse problema ocorre, não devemos combater o mal atacando a consequência, mas sim, atacando a causa da tragédia, com punição proporcional aos culpados.

Nesse caso, e em outros semelhantes, se o “aborto” ocorre, aqueles que o autorizaram, que o defenderam e que o praticaram, médicos que descumprem o juramento de Hipócrates, deveriam ser condenados por homicídio doloso.

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Tiago Paludo é analista de sistemas e servidor público.

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