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Arte salva pela IA: restauradores ganham um novo aliado tecnológico

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Laura Nabuco

Uma equipe de pesquisadores está revolucionando o mundo da conservação de arte. Eles desenvolveram uma técnica que usa a inteligência artificial para criar “máscaras” de restauração que são fisicamente aplicadas às pinturas danificadas.

Esse método inovador pode acelerar o processo de restauração em até 66 vezes, passando de meses ou até anos para apenas algumas horas.

O processo é engenhoso e combina o melhor da tecnologia digital com a aplicação física:

1. Digitalização e análise

Primeiro, a pintura danificada é escaneada em alta resolução. Algoritmos de inteligência artificial analisam essa imagem para identificar as áreas perdidas ou descoloridas, então, criam uma versão virtual de como a obra provavelmente era em seu estado original.

O próximo passo é o treinamento da IA, para que ela aprenda o estilo do artista e da época, garantindo uma recriação fiel.

2. Mapeamento de cores e regiões

Um software desenvolvido pelos pesquisadores cria um “mapa” preciso das regiões da pintura que precisam de preenchimento, indicando as cores exatas necessárias para combinar com a versão digitalmente restaurada.

Em um exemplo, foram identificadas mais de 5,6 mil regiões separadas, que foram preenchidas com mais de 57 mil tons de cores diferentes!

3. A “Máscara” física

O grande diferencial é que essa restauração digital é impressa em uma película de polímero ultrafina, formando uma espécie de “máscara”. Essa máscara é cuidadosamente alinhada e aplicada diretamente sobre a obra original, usando um verniz especial.

A preocupação com a integridade da obra original é fundamental. Por isso, os materiais da máscara podem ser facilmente removidos com soluções de conservação, caso os restauradores precisem acessar o trabalho original danificado ou fazer ajustes no futuro.

O arquivo digital da máscara também é salvo, servindo como um registro detalhado da restauração.

Essa inovação tem um potencial enorme, especialmente considerando que cerca de 70% das obras de arte em coleções institucionais estão danificadas e guardadas em depósitos, em parte devido aos altos custos e ao tempo que uma restauração manual tradicional exige.

Com a ajuda da IA, mais pinturas podem ser restauradas e exibidas ao público, conectando gerações futuras com o nosso rico patrimônio cultural.

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