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Aripuanã: assassinatos aumentaram 266% após chegada dos garimpeiros

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Redação

O número de homicídio na cidade de Aripuanã (1.200 km a Noroeste de Cuiabá) aumentou 266% este ano, em relação ao ano passado. Os dados são da Polícia Civil de Mato Grosso.

Conforme a análise da Secretaria de Estado de Segurança Pública, o acréscimo tem relação com a expansão do garimpo ilegal na Serra do Expedito, a menos de 14 km do núcleo urbano.

Entre os meses de janeiro e agosto do ano passado, foram registrados 3 assassinatos. Já no mesmo período deste ano foram 11.

A ocupação desordenada da área também impactou na incidência de outros crimes, como roubos e furtos.

Invasão

De outubro do ano passado para cá, mais de 2 mil pessoas foram para a cidade em busca de ouro. Eles chegaram em pequenos grupos e com o tempo, a população cresceu.

Os métodos de trabalho também foram modernizados e a extração manual passou a ter auxílio de tratores, maquinários pesados e ainda outros empreendimentos, que davam suporte a atividade.

Com isso, em pouco tempo, a área se tornou uma espécie de minicidade desorganizada.

(Foto: Sesp-MT)

Toda a movimentação trouxe danos ambientais e sociais graves. A cidade enfrentou surto de malária, aumento da criminalidade e do consumo de drogas.

De acordo com o delegado de Aripuanã, Henrique Espíndola, os números são impressionantes, mas não condizem a realidade, já que há muita sub-notificação.

Espínola argumenta que as pessoas que estão no local temem serem alvos de represálias se denúncias relacionadas ao tráfico de drogas, porte e posse ilegal de arma de fogo, menores em casas de prostituição, por exemplo, chegarem às autoridades competentes.

“O garimpo tem uma forma clandestina de organização e propicia o desenvolvimento do comércio de drogas e produtos furtados e roubados”.

Ele correlaciona ainda o ambiente com os homicídios.

“Homicídios, tentativas de homicídios e ameaças são formas de um garimpeiro se sobrepor ao outro e conseguir melhor local para extração”.

Operação

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Desde segunda-feira (7), policiais federais, civis e militares estão na área fazendo a reintegração de posse da área, com a remoção dos garimpeiros e destruição de maquinários.

No andamento do trabalho, um homem morreu. Segundo a polícia, ele teria atirado contra os agentes porque se recusava a sair do local.

A Sesp informou que mesmo com o fim da segunda fase da Operação Trype, nesta quarta-feira (9), os policiais vão permanecer na cidade por prazo indeterminado para garantir a ordem pública.

(Com Assessoria)

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