Uma ocorrência grave dentro da Escola Estadual Domingos Aparecido dos Santos, em Rondonópolis (cerca de 215 km de Cuiabá), terminou com dois estudantes feridos a golpes de faca na tarde de segunda-feira (10). O agressor, um adolescente de 16 anos, afirmou à Polícia Militar que sofria bullying na unidade escolar.
A principal vítima é uma menina de 13 anos, que recebeu ao menos quatro facadas — uma abaixo do tórax, uma no abdômen, uma na virilha e outra no pulmão. Ela foi socorrida, está em quadro clínico estável e deverá passar por cirurgia devido à perfuração pulmonar.
Durante o ataque, um segundo estudante tentou defendê-la, mas também foi ferido e levou um golpe profundo na mão.
Ataque registrado por câmeras
A ação ocorreu por volta das 15h30, durante o intervalo. Imagens das câmeras de segurança mostram o momento em que o agressor se aproxima da menina, que estava encostada em uma parede, e a golpeia repetidas vezes. Em seguida, ele é contido por funcionários e alunos.
Após ser apreendido, o adolescente disse à PM que vinha sendo alvo de bullying e “estava cansado”. No caderno dele, a polícia encontrou uma carta de despedida direcionada à mãe, avó e irmãos. “Felicidade, faz tempo que não sinto isso”, escreveu o menor.
O Conselho Tutelar foi acionado e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil. A diretora da escola também foi conduzida para prestar esclarecimentos.
Deputada cobra reforço na segurança das escolas
A situação repercutiu nas redes sociais e motivou posicionamento da deputada estadual Janaina Riva (MDB), que cobrou medidas urgentes do Governo do Estado para reforçar a segurança nas unidades estaduais.
“Alguma coisa está muito errada. Precisamos garantir segurança aos alunos e aos profissionais da educação dentro do ambiente escolar”, afirmou a parlamentar.
Janaina informou que vai protocolar ainda hoje um requerimento na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) solicitando detalhes sobre o episódio, como o número de profissionais presentes no momento do ataque. Ela também pediu que servidores da educação relatem, mesmo de forma anônima, problemas internos que possam ter antecedido a violência.
“Não podemos aceitar violência dentro do ambiente escolar”, disse.
Situação das vítimas
– Menina de 13 anos: quatro perfurações, incluindo pulmão; estado estável e cirurgia necessária.
– Adolescente que tentou defendê-la: ferido na mão; recebeu atendimento médico.
– Agressor (16 anos): apreendida, ouviu-se bullying; carta de despedida apreendida.
A investigação segue para apurar se havia histórico de conflitos, falhas na supervisão ou omissões estruturais que possam ter contribuído para o desfecho violento.




