Apagão? Prefeitura fecha 40% dos leitos de UTI por falta de médicos e remédios

Secretaria de Estado de Saúde diz que apenas uma vaga restou disponíveis em Cuiabá

(Fotos: Marcos Vergueiro/ Secom-MT)

A Secretaria de Saúde de Mato Grosso (SES) informou nessa quarta-feira (24) que 38 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para pacientes com covid-19 foram bloqueados pela Prefeitura de Cuiabá. A ação retirou cerca de 40% dos leitos disponíveis na Capital, da rede estadual de enfrentamento à pandemia.  

Conforme a SES, os leitos bloqueados estão Hospital de Referência para Covid-19 (antigo pronto-socorro), onde haviam 95 leitos de UTI pactuados. Hoje, estão disponíveis somente 57 vagas, sendo que 56 já estão ocupadas. 

Dos 38 leitos retirados da pactuação, 23 estão na ala adulto e 15 na ala pediátrica.

O relatório da supervisão da SES indica que o bloqueio ocorreu por falta de medicamentos e de médico cirurgião pediátrico. 

Com a medida da Prefeitura, a taxa de ocupação dos leitos de UTI adulta, em Mato Grosso, subiu para 81,44%.  

“Também é importante ressaltar que os leitos de enfermaria do Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá registram 26% de ocupação, enquanto as enfermarias dos Hospitais Metropolitano e Santa Casa, também da Baixada Cuiabana, registram 81% e 58% respectivamente”, informou a secretaria. 

A elevação da taxa de ocupação levou a Secretaria de Estado de Saúde a notificar a Prefeitura, e os ministérios públicos Estadual e Federal. 

O que diz a Prefeitura?

À reportagem do LIVRE, a Prefeitura de Cuiabá afirmou que o bloqueio dos leitos se deu porque um médico plantonista foi diagnosticado com a covid-19 e não havia outro para substituí-lo.

Quanto à falta de medicamentos, o município afirmou ter sido uma situação pontual.

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(Atualizada às 15h07)

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