Anvisa adia autorização para Sputnik V e governadores sobem o tom

Agência deve se reunir nesta quarta-feira (7) com 14 governadores - entre eles, Mauro Mendes - que buscam a compra de 70 milhões de dose

(Foto: Ednilson Aguiar/O LIVRE)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve informar nesta quarta-feira (7) a governadores se vai liberar ou não a importação da vacina russa Sputnik V para suplementar o Plano Nacional de Imunização (PNI). 

Na reunião de terça-feira (6), com quase 4 hora de duração, a agência disse que, apesar de o pedido pelo uso emergencial da vacina ter sido feito no dia 6 de março, pelo laboratório União Química, o prazo de sete dias para a análise foi suspenso no dia seguinte, por falta de documentação. 

Quatorze Estados querem comprar cerca de 70 milhões de doses para avançar a vacinação contra a covid-19. Mato Grosso pleiteia a compra direta de 1,2 milhão doses. O contrato foi assinado na semana passada, com previsão de início de entrega a partir da segunda quinzena deste mês. 

LEIA TAMBÉM

Em tom enfático, o governador Mauro Mendes (DEM) pediu, durante a reunião, que a Anvisa auxilie os Estados a regularizar a documentação para não perderem a chance da compra da Sputnik V. 

“Não vamos perder o nosso tempo e o tempo da Anvisa com desencontro. Eu comprei porque mais de 50 países estão usando a vacina. Temos dinheiro no caixa para comprar, então nos ajude, nos mostre um norte para finalizar a compra. Precisamos salvar vidas, é disso que precisamos neste momento”, disse. 

A cobrança também foi feita por outros governadores. O do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), criticou a Anvisa por não autorizar a importação da vacina russa logo após a primeira reunião.  

“A Anvisa nos chamou para uma reunião sobre vacinas, que já dura 3 horas, para dizer que precisam ir à Rússia para avaliar pedido de autorização de importação de vacinas feito pelos Estados. Chega a ser inacreditável”, postou em seu perfil no Twitter. 

“Importação excepcional”

O presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, disse à CNN Brasil, ontem, que a visita à Rússia busca esclarecer “pontos fundamentais” correspondentes a “vários dentes da engrenagem” para a liberação da vacina. 

“A União Química tem esses entendimentos com os desenvolvedores na Rússia. Então, é uma possibilidade concreta. Recentemente inspecionamos essas instalações e foram por nós aprovadas. Existe a possibilidade de importação excepcional, mas fazem parte do processo vários dentes desta engrenagem”, disse. 

Ao fim da reunião, a Anvisa se comprometeu a rastrear esses documentos junto à Organização Mundial da Saúde (OMS) e à Agência Europeia de Medicamentos. A agência também admite aceitar outros documentos, desde que comprovem a eficácia e a segurança da vacina.   

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorJustiça determina que PM mulher tenha mesma aposentadoria que colegas homens
Próximo artigo“Stalking”: Crime de perseguição (inclusive digital) tem pena aumentada