14 de abril de 2026 16:21
Crônicas Policiais

Ação tira de loja em Cuiabá armas de brinquedo que “poderiam ser utilizadas para crimes”

Foto de Karina Cabral
Karina Cabral

Quarenta e seis armas de brinquedo, que estavam à venda em uma loja no centro da Capital, foram apreendidas nesta segunda-feira (7), em ação conjunta da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada do Consumidor (Decon), e o Procon Municipal de Cuiabá.

Durante o trabalho de fiscalização, os proprietários da loja não estava no local, porém, foram intimados pela Polícia Civil e poderão responder por crime contra as relações de consumo, com pena de até 5 anos de prisão e multa.

Conforme o delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, o artigo 26 do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003) veda a fabricação, a venda, a comercialização e a importação de brinquedos, réplicas e simulacros de armas de fogo, que com estas se possam confundir, com exceção de réplicas e de simulacros destinados à instrução, ao adestramento, ou à coleção de usuário autorizado, nas condições fixadas pelo Comando do Exército.

“Os brinquedos apreendidos simulam revólveres e pistolas reais e poderiam ser facilmente utilizadas como armas de verdade para a prática de roubos e de outros crimes”, afirmou o delegado da Decon.

Rogério Ferreira explicou que, nas unidades de Centrais de Flagrantes, é comum a autuação de suspeitos utilizando revólveres e pistolas de brinquedo para cometer crimes de roubo e, na maioria das vezes, para dar uma aparência ainda maior de realidade aos objetos, detalhes como, por exemplo, ponteiras e peças coloridas, são retirados ou pintados de preto pelos criminosos, fazendo com que as vítimas, e até mesmos policiais durante abordagens, confundam os brinquedos com armas de verdade.

O secretário adjunto de Proteção e Defesa do Consumidor, Genilto Nogueira, do Procon Municipal de Cuiabá, destacou que armas de brinquedo estimulam a violência e podem afetar a construção do caráter das crianças, sendo que a apreensão realizada visa também efeito pedagógico significativo entre os comerciantes.

Todo o material foi apreendido pela Polícia Civil e o estabelecimento autuado pelo Procon Municipal, bem como terá o prazo de 10 dias para oferecer defesa administrativa.

(Da Assessoria)

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