O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini propôs pagar o adicional de insalubridade a servidores da Saúde pelo tempo de trabalho. O cálculo levaria em conta a classificação de classe de A e o nível de carreira dos servidores. O prefeito também já propôs trocar os profissionais mais antigos de local de trabalho para corrigir o critério de insalubridade.
A proposta saiu de uma longa conversa com representantes de sindicatos no fim da tarde ontem (14). Abilio disse que vai enviá-la à Câmara dos Vereadores em projeto de lei em projeto de lei.
“Em vez de pagar só o piso A1, a gente manda um projeto de lei para a Câmara e paga também pelo tempo de serviço. Não pela formação, mas pela dedicação. Se o servidor tem 10 anos de carreira, por exemplo, o cálculo será feito sobre esses 10 anos de contribuição”, disse.
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O prefeito está em processo de reformulação dos adicionais de renda aos servidores da Saúde por exigência do Ministério Público (MPMT). O adicional de insalubridade é um dos itens do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado ao fim da intervenção administrativa, em 2023.
O pagamento é feito hoje a partir do plano de progressão de carreira, A1 é o primeiro nível da classe A. Os profissionais podem ser promovidos para classes B ou C, por exemplo, e o salário aumenta conforme a progressão.
A proposta de Abilio é incluir o tempo de trabalho na composição do adicional de insalubridade. O prefeito também já propôs modificar o benefício do prêmio-saúde para reduzir a perda que será causada pela correção da insalubridade.
O prefeito também disse que alguns profissionais recebem o extra por causa do âmbito de risco a que estão expostos. A maioria seria de servidores com maior tempo de serviço público. Eles podem ser trocados de posto para reduzir a exposição.
Os representantes de sindicatos trabalhistas disseram que irão analisar a proposta. Uma reunião está prevista para a semana que vem. O prefeito Abilio tem até o fim do ano para corrigir proporção do adicional.




