O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini disse ontem (2) que a denúncia de pedalada fiscal na Secretaria de Educação é uma “narrativa” com o propósito de distorcer a realidade financeira. A pasta teria dado pedalada de R$ 100 milhões em 2025, segundo o ex-secretário Amauri Monge.
“Às vezes a distorção das falas se dá propositadamente para formar narrativa. Aquilo que eles chamam de pedalada, a gente chama de LOA (Lei Orçamentária Anual). A LOA prevê que a gente pode fazer execução financeira e deixar resto a pagar para o ano seguinte”, disse.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) anunciou na segunda-feira (1º) que auditará as contas da Secretaria de Educação de Cuiabá para apurar a denúncia de pedalada fiscal. A investigação foi determinada pelo presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo.
A pedalada fiscal, mecanismo contábil de alterar números das contas públicas para impedir que os gestores infrinjam leis de responsabilidade administrativa, foi denunciada pelo ex-secretário Amauri Monge. Ele disse que a prefeitura deixou de repassar R$ 100 milhões que estavam previstos no orçamento do ano passado.
O prefeito Abilio repetiu ontem o que havia dito na semana passada, ao comentar a denúncia de seu ex-secretário. Segundo Abilio, assim como outras pastas, a Educação deixou restos a pagar para 2026, porque não tinha dinheiro para cobrir todas as despesas de 2025.
O conselheiro Sérgio Ricardo disse que a denúncia de Amauri é grave e por isso determinou a auditoria para averiguar a execução financeira na Educação e hipotéticas retenções de dinheiro.



