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Eleições 2018

Wellington Fagundes critica ineficiência de Taques e desvio do Fethab em evento na Famato

Foto de Gabriela Galvão
Gabriela Galvão

Candidato ao governo do Estado pela oposição, o senador Wellington Fagundes (PR) focou seu discurso no encontro dos candidatos 2018, realizado no Cenarium Rural nesta segunda-feira (3), naquilo que classificou como ineficiência de gestão.

O republicano afirmou que irá respeitar e ouvir as pessoas, lembrou que é relator da Lei Kandir no Congresso Nacional e que apresentou projeto de Lei para um Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX) mais justo. Ele disse que, se não fosse isso, o Estado “estaria em situação de caos”.

“Por ineficiência do atual Governo, o Estado perdeu recursos de infraestrutura. O governador tem poder de pegar o telefone e entrar em contato com o presidente da República, de participar das reuniões de maneira igualitária com outros Estados e eu me preparei para isso”, disse.

O senador também criticou o uso do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) para outras finalidades. “Isso jamais pode ocorrer”, afirmou. Para impedir que desvios de finalidades como esse ocorram, se comprometeu, no primeiro dia de gestão – caso eleito – assinar um projeto de Lei autorizando o impeachment do governador caso descumpra uma lei.

Ele ressaltou que o adversário Mauro Mendes (DEM), que falou antes dele no evento, deixou a Prefeitura de Cuiabá com obras inacabadas. “Eu quero fazer obras estruturantes, trabalhar em parceria, para por fim à ineficiência do Estado. O governo tem que estar próximo das prefeituras”, disse.

Wellington criticou ainda o que chamou de “apartheid” entre servidores públicos e produtores e prometeu que isso irá mudar em seu governo.

Incentivos fiscais duradouros

O candidato ao Senado pela coligação “A força da união”, Adilton Sachetti (PRB) ressaltou a necessidade urgente de falar em infraestrutura, discutir incentivos e acesso aos portos.

“A conta não fecha. Nenhum empresário vai pôr dinheiro onde não tem retorno. Precisamos discutir incentivos duradouros”, disse.

Sachetti também disparou que, muitas vezes, Mato Grosso vende mal sua posição a respeito dos defensivos agrícolas e reforçou a necessidade de se debater as reformas tributária, previdenciária e trabalhista.

A candidata à senadora Maria Lúcia Cavalli (PCdoB), que perdeu a mãe no último sábado (1), foi representada pelo seu primeiro suplente Aluízio Arruda (PT) no encontro.

Debata de Famato

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) realiza, nesta segunda-feira (3), um encontro com os candidatos ao governo e ao Senado das três maiores coligações na disputa eleitoral em Mato Grosso. A primeira coligação a debater foi a aliança encabeçada por Mauro Mendes (DEM). Na sequência, será a chapa de Wellington Fagundes (PR) e depois a de Pedro Taques (PSDB).

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