Mato Grosso

Presidente do PSDB classifica como “factoides” motivos para rompimento e chama Selma de “traidora”

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Gabriela Galvão

O presidente do PSDB em Mato Grosso, Paulo Borges, classificou como “factoides” os motivos elencados pela juíza aposentada e candidata ao Senado, Selma Arruda (PSL), para romper com a coligação “Segue em frente Mato Grosso” e a chamou de “traidora”. O anúncio de independência em relação ao arco de alianças que dá sustentação à candidatura à reeleição do governador Pedro Taques (PSDB) foi feito na tarde desta sexta-feira (31).

“Sempre que tinha a oportunidade a Selma traía politicamente todos os companheiros, pois, com uma política sorrateira, somente queria o tempo de televisão, mas não queria estar ao lado de todos que eram companheiros dela”, declarou numa referência à crise gerada pela disputa pelo tempo igualitário ao do candidato tucano a senador, deputado federal Nilson Leitão, no horário eleitoral gratuito.

Ainda conforme o presidente, a candidata “inventou factoides” para se distanciar do palanque de partidos tradicionais”. “Ela precisava encontrar uma justificativa para o tiro não sair pela culatra, para tentar diminuir o desgaste e fortalecer o discurso radical, sintonizado com o do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), e usou a discordância sobre rateio do tempo de tv para fazer o estardalhaço”.

Segundo Paulo Borges, a coligação não considerava justa a divisão igualitária, pois o partido de Selma não somava nenhum segundo para a coligação, enquanto o PSDB somava 42 segundos do total de 1 minuto e 39 segundos.

Além disso, para ele, ao utilizar as delações que teriam sido homologadas no Supremo Tribunal Federal contra Taques e Leitão como uma das justificativas para o rompimento, Selma teria se mostrado “oportunista”.

“A juíza desse caso era ela e ela já deu várias entrevistas dizendo que nunca encontrou fatos que incriminassem o governador e o Nilson. Pelo visto, enquanto lhe convinha eles eram inocentes, quando não lhe convém, são culpados. Assim coloca em dúvida todo o período em que a Selma era juíza”, insinuou.

Ao anunciar o rompimento na tarde desta sexta-feira, a candidata se disse boicotada ao ficar apenas com “migalhas” da propaganda eleitoral no rádio e na TV e tachou de “esdrúxulo” o argumento do PSDB de que não poderia ceder tempo à campanha de Bolsonaro.

Ela também citou ainda as delações do empresário Alan Malouf e do ex-secretário de Estado de Educação (Seduc) Permínio Pinto (PSDB), na Operação Rêmora, que investiga corrupção em obras de escolas no governo de Taques. Lembrando a trajetória como juíza que condenou réus por corrupção, Selma ponderou que se sentia desconfortável em dividir o palanque com pessoas envolvidas em escândalos de corrupção.

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