Eleições 2018Mato Grosso

Ex-adversário de ambos, Lúdio diz que Mendes fez governo melhor do que Taques

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Laíse Lucatelli

O pré-candidato a deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que ficou em segundo lugar nas disputas contra Mauro Mendes (DEM) para prefeito de Cuiabá em 2012, e Pedro Taques (PSDB) ao Governo do Estado, em 2014, e agora deve assistir aos dois se enfrentando nas urnas, considerou a gestão de Mendes melhor.

“Foi menos ruim”, disse o petista ao LIVRE, ao classificar a gestão do ex-prefeito como regular. “Se eu fosse um desses entrevistados de pesquisa de opinião, entre as opções ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo, eu diria que o governo Pedro Taques foi ruim. Mesmo tendo sido adversário, eu esperava que fosse melhor. Nem eu esperava um governo com tantos problemas, como foi o governo dele”, afirmou.

Lúdio elencou mais pontos positivos no mandato de Mendes. “Foi uma gestão regular. Não enfrentou questões estruturais da cidade. A saúde, o transporte coletivo e o saneamento continuam tendo os mesmos problemas. Mas foi um governo razoável na pavimentação e recapeamento de ruas e no lazer. Aproveitou recursos que vieram de decisões judiciais, ações do Ministério Público, e conseguiu levar adiante o parque Tia Nair, o ginásio Dom Aquino, o Parque das Águas. Foi menos ruim que o governo do Taques”, avaliou.

Surpresas ruins

O petista lembrou do escândalo dos grampos ilegais que abalou o governo tucano e citou operações contra a corrupção, como a Rêmora, que investiga fraudes em licitações da Secretaria de Educação (Seduc), e a Bereré, que investiga um esquema no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) com suposto envolvimento do primo do governador e ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques.

Ele explicou que evitou fazer críticas mais duras ao longo do mandato porque perdeu a eleição de 2014. “Me manifestei muito pouco por respeito à decisão da população. Mas agora é uma oportunidade de a população avaliar e dizer nas urnas se aprovou ou não o governo atual.”

Lúdio, que é médico e servidor estadual e municipal, disse que se surpreendeu negativamente com “a incapacidade de diálogo com a sociedade”, principalmente os funcionários públicos. “O servidor foi criminalizado em alguns momentos como, por exemplo, nos debates de RGA (Revisão Geral Anual), que foram tensos. O comportamento do governo sempre foi culpabilizar o servidor público pela suposta crise financeira do estado, sem enfrentar a raiz da formação do nosso orçamento e as renúncias fiscais”, citou, destacando que são os servidores que fazem o Estado funcionar.

Por outro lado, ele concordou com  ações na assistência social e a Caravana da Transformação. “Reconhecer o Bolsa Família e criar um programa de renda mínima foi positivo. A caravana é uma iniciativa positiva, por mais que seja paliativa e exponha uma crise crônica no Estado. Mas é também um atestado da incapacidade de melhorar a saúde. Se você organiza o sistema de saúde de forma adequada, não precisa fazer caravana”, disse.

Deputado de oposição

Nos dois mandatos de vereador por Cuiabá, Lúdio foi oposição às gestões de Wilson Santos (PSDB) e Chico Galindo (PTB). Ex-adversário de Mendes e Taques, o petista promete fazer oposição se qualquer um dos dois for eleito governador, pelo fato de serem originados do mesmo grupo político e terem “o mesmo projeto de Estado”.

“Eu faço uma oposição sistemática, firme e propositiva. Nos oito anos em que fui vereador, nunca xinguei nenhum dos prefeitos. Minha relação sempre foi de respeito à autoridade do Poder Executivo. Mas denunciei todos os problemas que identifiquei e apresentei propostas”, disse.

Lúdio defende a candidatura da professora Edna Sampaio (PT) ao governo. Se sua tese for derrotada na convenção do partido, o PT deve apoiar Wellington Fagundes (PR). O ex-vereador não descarta apoiá-lo também, desde que o programa de governo inclua as ideias que ele defende.

“Se Wellington fizer essas rupturas com as forças que governam o Estado hoje, eventualmente eu não farei oposição sistemática a ele. Mas vou defender a população trabalhadora. Mesmo o Taques ou Mauro, se apresentarem medidas que beneficiem a população, não é porque sou oposição a eles que vou votar de forma contrária”, disse.

Com 472 mil votos nas eleições de 2014, quando perdeu para Taques, e 140 mil votos no segundo turno de 2012, quando foi derrotado por Mendes, Lúdio agora é cotado para ser candidato a vice-governador na chapa de Wellington. No entanto, ele descartou a possibilidade.

 

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