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Cidades

De olho no eleitor de esquerda, Wellington quer Lúdio de vice

Foto de Laíse Lucatelli
Laíse Lucatelli

O senador e pré-candidato a governador Wellington Fagundes (PR) trabalha para ter o ex-vereador Lúdio Cabral (PT) como candidato a vice-governador em sua chapa. O objetivo dea aliança é captar o voto do eleitorado de esquerda e agregar o recall eleitoral de duas eleições majoritárias em que o petista ficou em segundo lugar.

“Lúdio foi um candidato robusto nas eleições que disputou e tem nome forte em Mato Grosso. Tem se falando muito no nome dele para ser candidato a vice-governador”, disse o senador José Medeiros (PODE). Pré-candidato à reeleição, atualmente, Medeiros é um dos pré-candidatos ao Senado na chapa majoritária de Wellington.

O petista, porém, descartou a possibilidade, em entrevista ao LIVRE. “Não existe a possibilidade de eu compor chapa como vice-governador. Eu sou candidato a deputado estadual. Essa foi uma decisão coletiva do PT, para ampliar a participação do partido na Assembleia Legislativa”, disse. Cotado ainda para ser candidato a senador e deputado federal, Lúdio descartou também essas opções.

Além disso, Lúdio defende que o partido construa uma chapa de esquerda, tendo a professora Edna Sampaio (PT) como candidata a governadora. “Eu defendo uma aliança de esquerda, mas há outro grupo no PT que quer uma aliança de centro, tendo Wellington como candidato a governador. Defendo uma coligação com partidos como PSOL e PC do B”, disse.

Alguns aliados de Wellington defendem que ele forme uma chapa no “campo popular”, com partidos mais à esquerda, para contrapor as candidaturas do governador Pedro Taques (PSDB) e do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM), que estão mais alinhadas com a direita.

Lúdio foi candidato a prefeito da capital em 2012, quando chegou ao segundo turno. Naquele ano, Mauro Mendes acabou eleito. Nas eleições de 2014, ele disputou o governo estadual e teve 472 mil votos, mas acabou derrotado por Taques.

Nomes para chapa

Outra opção de vice avaliada pelo grupo de Wellington é a ex-reitora Maria Lúcia Cavalli (PC do B), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Ela se lançou como pré-candidata a senadora. A empresária Margareth Buzetti (PP) também se colocou como pré-candidata ao Senado.

O deputado federal Adilton Sachetti (PRB), que nesta quinta-feira (26) rompeu com a aliança de Mauro Mendes, pode se juntar ao grupo de Wellington como candidato ao Senado. Sem espaço para disputar o Senado na chapa do DEM, ele agora negocia com o PR.

 

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