17 de abril de 2026 15:21
Cidades

Nadaf reafirma que propina da gestão Silval abastecia conselheiros do TCE

Foto de Victor Cabral
Victor Cabral

O ex-secretário de Estado na gestão do ex-governador Silval Barbosa (ex-MDB), Pedro Nadaf, reafirmou em audiência realizada nesta segunda-feira (23) que o dinheiro recebido na desapropriação fraudulenta de uma área era para pagamento de propina a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Nadaf, que é réu confesso no esquema de uma desapropriação feita pelo Governo do Estado na região do Manso, em Chapada dos Guimarães, teria recebido R$ 7 milhões de propina.

O valor que supostamente foi destinado como propina ao TCE, no entanto, não foi detalhado por Nadaf, que conversou com o LIVRE após deixar a 7ª Vara Criminal contra o Crime Organizado, em Cuiabá.

Questionado se a propina havia sido paga aos conselheiros, o ex-secretário disse que, pelo fato de essas informações ainda estarem em inquérito, não poderia comentar sobre a questão. “Não posso falar mais nada, porque está sob sigilo de Justiça o restante”.

Na audiência, Nadaf afirmou ao juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues que Marcel de Cursi, também ex-secretário de Estado na gestão passada, não teria recebido propina da desapropriação da área rural. A audiência com Marcel está marcada para essa terça-feira (24).

“Eu recebi uma parte. Não tenho conhecimento que Marcel tenha recebido propina dessa desapropriação, até porque isso não tinha sido consignado que ele iria receber”, disse, ao ser indagado pela reportagem.

O ex-governador Silval Barbosa chegou a afirmar em depoimento à Justiça Federal, cujo vídeo vazou para a imprensa, que os membros do Tribunal de Contas utilizaram relatórios das obras da Copa do Mundo de 2014 para extorqui-lo.

“Não estou acusando falsamente ninguém. Só estou mostrando o que aconteceu e a responsabilidade de cada um. Tudo que eu tenho é documentado. Tudo que eu passei em propina para o TCE, pela extorsão dos conselheiros, encabeçada pelo José Carlos Novelli e pelo Sérgio Ricardo, eu mostrei documentos. Está tudo documentado”, disparou.

No processo movido pelo Ministério Público, resultado da Operação Seven 2, também são réus: o médico Filinto Correa da Costa e seus dois filhos, o advogado João Celestino Correa da Costa Neto e o empresário Filinto Correa da Costa Junior; o procurador aposentado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o “Chico Lima”; o ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto; o ex-presidente da Metamat, João Justino Paes de Barros; Marcos Amorim da Silva; o fazendeiro Roberto Peregrino Morales; e os empresários Luciano Cândido do Amaral, Antônia Magna Batista da Rocha e André Luiz Marques de Souza.

 

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