Cidades

Laudo da Politec acusa que médica estava a 40 km/h e não freou ao atropelar verdureiro

Foto de Karina Cabral
Karina Cabral

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu o laudo sobre a morte do verdureiro Francisco Lúcio Maia, 48 anos, atropelado pela médica Letícia Bortolini, 37 anos, em abril. A análise indica que a médica estava a 40 km/h no momento do acidente e não freou antes de atropelar o verdureiro.

“A ausência de marcas de frenagem sobre a pista asfáltica denota que o condutor do veículo atropelador não esboçou qualquer tipo de reação no sentido de tentar evitar a ocorrência do evento, seja porque realmente não teve tempo hábil de reagir, ou porque, tendo condições de reagir, deliberadamente não o fez”, diz trecho do documento.

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O laudo de 41 páginas foi assinado pelo perito criminal Laércio D’ávila da Silva. E, apesar da longa dissertação, o perito afirmou que a causa do acidente é “indeterminada”. Ele considerou os vestígios insuficientes para uma causa concreta e um dos motivos foi a evasão da médica do local do acidente.

“Fato que resultou na perda de elementos materiais imprescindíveis ao caso e consequentemente a incerteza da causa determinante do evento. Com base nos poucos vestígios coletados no local do evento, acredita-se que o evento se classifique como sendo um ‘atropelamento’, sendo que as lesões constatadas na vítima e os danos aferidos no veículo são compatíveis”, concluiu o perito.

As lesões em Francisco apontaram que, depois do atropelamento, ele ainda sofreu dois impactos, primeiro no poste de concreto e depois na árvore, onde o verdureiro ficou imobilizado. Justificando assim as lesões na cabeça, tórax e membros inferiores.

As marcas do local também mostraram que Francisco foi arremessado pelo carro da médica, um Jeep Compass Limited F, passando sobre o para-lama esquerdo. Esse procedimento é chamado de “fender vault, ou volta sobre o para-lama, onde a pessoa atropelada projeta-se sobre o para-lama caindo lateralmente na trajetória do veículo”.

 

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