O governador Mauro Mendes cobrou países ricos financiamento pela manutenção de floresta no Brasil. Há 30 anos, segundo ele, alguns países, principalmente do continente europeu, prometeriam compensar empresários brasileiros pelas “árvores em pé”, mas o investimento ainda não teria chegado.
“Falaram agora em R$ 5,5 bilhões. Cadê os R$ 100 bilhões que prometeram durante tantas e tantas COPs e nunca aconteceu? Precisamos ser respeitados como país do agronegócio, das florestas, da biodiversidade. Eles precisam pagar, e não com migalhas”, disse.
Mauro Mendes discursou ontem (10) em um dos painéis de abertura da Convenção do Clima (COP) em Belém, no Pará. A primeira COP foi realizada em 1995 em Berlim, na Alemanha. Conforme o governador, nesse período, os países ricos pouco mudaram seu comportamento e prometeram financiar a floresta em países emergentes, como o Brasil.
Mas teria havido muito pouca ação. Os mais desenvolvidos teriam aumentado o consumo de combustíveis fósseis e paralelamente pressionado outros países a reduzirem as suas parcelas de poluição.
“Os países ricos mudaram muito pouco o seu comportamento. Continuam poluindo, devastaram o que tinham e hoje não têm coragem de colocar a mão no bolso para retribuir a quem verdadeiramente preserva. Essa verdade precisa ser dita”, comentou.
Burocracia nacional
Conforme Mauro Mendes, o Brasil se mantém como um dos países com mais conservação, apesar das regras que impedem a uso mais sustentável dos recursos naturais. Os casos citados são os mais emblemáticos dos últimos anos, a instalação da ferrovia Ferrogrão e a exploração de potássio na Amazonas.
“Quanto custa ficar 15 anos esperando uma licença para uma mina de potássio no Amazonas, essencial ao agronegócio e à segurança alimentar do planeta? Quanto custa não termos a Ferrogrão ligando o Norte de Mato Grosso ao Pará, enquanto os caminhões queimam óleo diesel? E ainda querem dizer que isso é um atentado ao planeta? Atentado é a mentira que eles contam há décadas”, afirmou.




