A CS Mobi diz que cumprido os prazos e serviços contratados pela Prefeitura de Cuiabá para a instalação do estacionamento rotativo e a construção do Mercado Municipal.
A recusa em participar da oitiva ontem (24) na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Câmara dos Vereadores seria por “embate midiático” gerado pelo prefeito Abilio Brunini.
“A CS Mobi esclarece que dado o atual contexto de manifestações altamente desrespeitosas, inverídicas e combativas do senhor prefeito, declina do convite e permanecerá à disposição para prestar todos os esclarecimentos cabíveis. O embate midiático que pretende promover o senhor prefeito nada beneficiará o debate público, ao contrário, é uma forma de induzir ao erro e causar impactos negativos”, disse.
A CS Mobi apresentou uma carta de recusa logo antes do início da oitiva com o prefeito Abilio Brunini. Ele fez uma análise da montagem do contrato com base em documentos da prefeitura. Abilio diz que os dados indicam direcionamento do contrato.
O prefeito vem criticando o contrato de 30 anos com a concessionária por supostamente não haver benefício para o Poder Público, e uma amostra dessa versão seria a transferência do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para a CS Mobi. A empresa que cumpre as regras do contrato assinado em 2022.
“As declarações difamatórias do senhor prefeito não resistem à realidade dos fatos. A despeito do reiterado inadimplemento contratual, que compromete o equilíbrio econômico-financeiro da concessão, a CS Mobi esclarece que vem cumprindo rigorosamente o contrato e cronograma de implantação do projeto, bem como todos os investimentos necessários em absoluta conformidade regulatória”, diz outro trecho da carta.
Funcionário na oitiva
Um funcionário da CS Mobi foi obrigado a se manifestar ontem na oitiva da CPI da Câmara dos Vereadores após ser identificado pelo vereador Dilemário Alencar (União Brasil), ao final da fala do prefeito Abilio Brunini.
O funcionário, que se identificou como Henrique de Freitas, analista de gestão de contratos, gravava a oitiva ao celular, mas não estaria formalmente a serviço da empresa. Primeiro, disse que estava de férias e depois afirmou que estava apenas de folga.
Dilemário disse que recebeu uma informação que indicava a relação de Henrique de Freitas com a CS Mobi. Enrique se negou a falar formalmente pela empresa, e pela resistência teve dois celulares retidos pelo presidente da CPI, vereador Rafael Ranalli, um próprio e outro da empresa.
Os membros da CPI pediram que ele informasse espontaneamente o conteúdo das conversas que teve com funcionários da CS Mobi durante o tempo em que estava na oitiva. Ele voltou a negar.




