O juiz João Bosco Soares da Silva, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, aceitou a denúncia do Ministério Público (MPMT) contra quatro policiais militares acusados de participar do assassinato do advogado Renato Nery.
A ação é contra os militares Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alessandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira, acusados de organização criminosa, abuso de autoridade, porte ilegal de arma de fogo, falsidade ideológica, etc.
Segundo o Ministério Público, os policiais forjaram um confronto com bandidos com a intenção de colocar no local a arma usada no assassinato de Renato Nery.
O advogado foi assassinado no dia 5 de julho de 2024 em frente ao seu escritório na avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. O crime foi confessado pelo caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva. O motivo seria um processo judicial de disputa de terra.
O MP diz na denúncia que no dia 12 os policiais acusados se envolveram num confronto com suspeitos no bairro Pedra 90, também em Cuiabá, em que morreu Walteir Lima Cabral, e Pedro Elias Santos Silva e Jhuan Maxmilliano de Oliveira Matsuo Soma sofreram tentativa de execução.
O confronto teria servido para os policiais “plantarem” a arma do assassinato de Renato Nery e apreendê-la como objeto de posse de um dos suspeitos da ação no Pedra 90.
O Ministério Público protocolou o processo contra os policiais militares no dia 11 e o juiz João Bosco Soares da Silva a acatou na quarta-feira (18). Eles são alvos da Operação Office Crimes: A Outra Face deflagrada em março. Os acusados estão soltos sob medidas cautelares.




