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O que seu filho faz na internet? Pesquisa investigou comportamento de pais e filhos

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Laura Nabuco

A cada 10 crianças e adoslescentes brasileiros, pelo menos 3 já viveram alguma situação ofensiva ou discriminatória na internet. Enquanto isso, 7 entre cada 10 pais ou responsáveis acreditam que seu filho ou filha usa a internet com segurança.

Os números são fruto de uma mesma pesquisa, a TIC Kids Online Brasil, realizada desde 2012.

Neste ano, foram ouvidos 2.424 crianças e adolescentes com idade entre 9 e 17 anos e 2.424 pais ou responsáveis. O levantamento foi feito entre março e agosto, em todo o território nacional.

Sobre a situação ofensiva ou discriminatória vivenciada:

  • 31% dos entrevistados contaram para os pais ou responsáveis
  • 29% preferiram contar a um amigo ou amiga da mesma idade
  • 13% disseram não ter contato a ninguém

Além das situações de cyberbullying, o levantamento revela que crianças e adolescentes ja têm percebido outros tipos de “incomodos” causados pela internet.

  • 24% já tentaram passar menos tempo online, mas não conseguiram
  • 22% já se viram navegando sem saber o que estavam fazendo e sem interesse
  • 22% já passaram menos tempo com a familía, amigos ou fazendo a lição de casa por causa da internet
  • 16% se sentiram mal por não poderem acessar a internet
  • 15% já deixaram de comer ou de dormir por causa da internet

Redes Sociais

De acordo com a pesquisa, 83% dos entrevistados (de 9 a 17 anos) possuem perfil em, pelo menos, uma rede social. A mais usada é o WhatsApp, onde 69% dessas crianças e adolescentes estão presentes.

Mas, a medida que a idade avança, a rede social preferida muda.

Crianças de 9 a 12 anos, acessam mais o YouTube. Já adolescentes de 13 a 17 anos preferem o Instagram.

O levantamento também conseguiu identificar que 3 a cada 10 dessas crianças e adolescentes já entraram em contato com algum desconhecido por meio da internet. Entre os adolescentes de 15 a 17 anos esse percentual é maior: 43%.

O que os pais fazem sobre o uso da internet?

Quanto ao comportamento dos pais ou responsáveis, a pesquisa mostra que:

  • 68% permitem que os filhos assistam vídeos sozinhos
  • 66% permitem que os filhos joguem online
  • 57% permitem que os filhos usem redes sociais
  • 42% permitem que os filhos publiquem fotos ou vídeos em que aparecem
  • 13% permitem que os filhos façam compras
  • 7% permitem que os filhos passem informações pessoais para outras pessoas

Cerca de 3 entre cada 10 pais ou responsáveis usa algum recurso tecnológico para bloquear sites que os filhos não podem acessar ou fazer outros tipos de controle, como impedir o download de aplicativos ou limitar as pessoas com quem as crianças e adolescentes podem entrar em contato.

Já entre os que não usam a tecnologia para isso:

  • 67% disseram conferir os aplicativos baixados pelos filhos
  • 65% disseram observar os contatos dos filhos nas redes sociais
  • 60% disseram olhar o histórico de sites visitados pelos filhos

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