A Câmara dos Vereadores de Cuiabá não deve convocar de imediato um substituto para a vaga do vereador Paulo Henrique (MDB). A substituição só pode ser feita após 31 dias de ausência ou licença de qualquer eleito.
Segundo a Secretaria Legislativa da Câmara, o prazo está delimitado no regimento interno e na Lei Orgânica do Município. E a Mesa Diretora ainda poderá avaliar, depois deste tempo, se a convocação de suplente é necessária.
Paulo Henrique foi preso na última sexta-feira (20) na Operação Pubblicare. Antes disso, já tinha sido alvo da Operação Ragnatela e se licenciou do cargo por 31 dias para preparar a sua defesa, a substituição foi imediata.
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Ontem (24) ocorreu a primeira sessão parlamentar na Câmara após a prisão. O reflexo da operação gerou atrito entre vereadores. Renivaldo Nascimento (PSDB) disse que seus colegas não podem cobrar a cassação de Paulo Henrique porque têm “rabo preso”.
Um grupo de vereadores pediu a reabertura do processo contra Paulo Henrique na Comissão de Ética e Decoro no mesmo dia da prisão. A Câmara foi alvo da Polícia Federal, que cumpriu mandado de busca e apreensão no gabinete de Paulo Henrique. Renivaldo diz que o pedido tem cunho “eleitoreiro”.




