A Polícia Federal diz que o vereador Paulo Henrique (MDB) fez reuniões com líderes de uma facção criminosa em Cuiabá e recebeu cerca de R$ 1,2 milhão, cuja origem não é “legítima”. Paulo Henrique foi preso na manhã de ontem (20) na Operação Pubblicare.
Ele seria um interlocutor entre o crime organizado e agentes públicos, na negociação de licenças e alvarás para casas de show. O esquema faria parte da lavagem de dinheiro do crime.
Segundo o delegado federal Antônio Flávio Rocha Freire, uma das reuniões teria sido com um líder da facção, preso no Rio de Janeiro, durante um desembarque em aeroporto de Mato Grosso. O líder teria vindo a negócios a Cuiabá.
Ainda conforme o delegado, outra reunião teria sido via chamada de vídeo entre Paulo Henrique, um líder de facção e outros membros do grupo. A Polícia Federal sugeriu que as reuniões seriam para acertar as casas de show que seriam usadas para lavagem de dinheiro e negociar as propinas.
Movimento bancário
A Polícia Federal também disse que o vereador Paulo Henrique teve movimentação financeira incompatível com as suas atividades profissionais. No intervalo de quase um ano, entre 23 de junho de 2023 a 5 de junho deste ano, ele teria recebido R$ 1,2 milhão, sendo R$ 408 mil via PIX.
Ainda conforme a PF, apenas R$ 165 mil do total de dinheiro rastreado era identificado como salário no período. No pedido de registro de candidatura deste ano, Paulo Henrique informou à Justiça Eleitoral que não possui nenhum bem a ser declarado. Ele concorre à reeleição.




