Mais de 93 mil idosos morreram no Brasil por desnutrição. Os dados são referentes ao período entre os anos 2000 e 2021 e foram divulgados em um artigo publicado na “Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia”, na última segunda (12).
De acordo com a pesquisa, a faixa etária mais vulnerável a esse tipo de morte é de 80 anos ou mais. Pessoas com essa idade representam 63% do total de óbitos por essa causa.
As conclusões são de pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).
O estudo analisou a tendência de mortalidade de idosos por desnutrição proteico-calórica, caracterizada como uma deficiência grave de proteínas e calorias devido ao consumo insuficiente por um longo período.
Os autores reuniram dados de 2000 a 2021 do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), vinculado ao Departamento de Informática do SUS (DATASUS), e observaram as características da população afetada.
“São achados que, de um modo geral, nos surpreendem, visto que a desnutrição proteico-calórica é uma causa comum de óbito, sobretudo em idosos, mas que pode ser evitada”, explica Ronilson Ferreira Freitas, pesquisador da UFAM e um dos autores do artigo.
As taxas de morte por desnutrição são maiores entre os homens, o que indica possível negligência em relação a um estilo de vida saudável. Para Freitas, os resultados evidenciam a necessidade de fortalecer uma abordagem de prevenção nos serviços de saúde.
O autor destaca a necessidade de mais estudos sobre o tema, avaliando as taxas por regiões e unidades da federação. “É preciso entender melhor quem são e onde estão os idosos expostos a maior risco de desnutrição proteico-calórica, e identificar, no contexto atual, quais são as condições que aumentam o risco de tal evento”.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vivem no Brasil cerca de 32 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o que equivale a 15% da população.
(Com informações da Agência Bori)




