Menos de US$ 10 bilhões. Esse é o custo estimado das Olimpíadas de Paris que, por conta disso, já são os jogos mais baratos (!) dos últimos 24 anos. Antes de Paris, apenas Sydney, na Austrália, nos anos 2000, conseguiu gastar menos que essa cifra.
- Sydney 2000 – US$ 8,1 bilhões
- Atenas 2004 – US$ 18,7 bilhões
- Pequim 2008 – US$ 57,7 bilhões
- Londres 2012 – US$ 13,3 bilhões
- Rio de Janeiro 2016 – US$ 13 bilhões
- Toquio 2020 – US$ 35 bilhões
- Paris 2024 – US$ 9 bilhões
A maior parte do valor, como já era de se esperar, é gasta em infraestrutura. Só a Vila Olímpica de Paris, por exemplo, custou US$ 4,5 bilhões.
O local é destinado, não apenas a hospedar os atletas e suas delegações. Há espaços para os treinos e também outros serviços, como mercados, cabelereiros, entre outros.
Por vezes, no entanto, as cidades-sede também precisam investir em outros tipos de infraestrutura. Segundo reportagem do portal The Bizness, o Comitê Olímpico Internacional (COI) exige, pelo menos, 40 mil quartos de hotel disponíveis para turistas.
Por conta disso, o Rio de Janeiro, por exemplo, precisou construir 15 mil quartos, em 2016.
No caso de Paris, a economia ocorreu porque a cidade optou por “compartilhar” os jogos olímpicos com outras cidades. A decisão possibilitou a utilização de estruturas esportivas que já existiam, como as quadras de tênis de Roland Garros.
Mesmo assim, dificilmente sediar uma Olimpíada signifique algum lucro para a cidade. A venda de ingressos para os jogos deve render “só” US$ 1,5 bilhão e patrocinadores oficiais, como a Coca-Cola e Visa, devem investir outros US$ 1,3 bilhões.
A maior parte do custo fica por conta de patrocinadores nacionais do evento. No caso de Paris, são quase 80 empresas e as previsões é de um quase empate, segundo o site Sports Pro.




