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Você sabe mesmo o que são os alimentos orgânicos?

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Não dá para dizer que o termo alimento orgânico seja algo desconhecido. Ao mesmo tempo há uma certa confusão sobre o que isso quer dizer, quais alimentos são orgânicos (toda verdura e legume é orgânico?) e também uma necessidade de desmistificá-los, especialmente explicando o porque de seu valor algumas vezes bem maior do que o “inorgânico”.

Entendendo a produção de alimentos

A produção de alimentos acompanhou a evolução da ciência ao longo dos séculos e, especificamente no século XXI, passou por uma verdadeira revolução. Para alimentar quantidades cada vez maiores de pessoas e maximizar todos os números envolvidos, a química ganhou papel ainda maior.

O surgimento de conservantes, corantes, aditivos em geral e também a possibilidade de fazer mudanças genéticas em alimentos e aumentar a produtividade de áreas plantadas com o uso de agrotóxicos mudou toda a equação.

Só para deixar claro, o uso desses produtos por si só não é fora da lei e das normas, mas as regras são cada vez mais duras, assim como a fiscalização. Descobrir o que está sendo usado em cada produto pode ser feito por meio da titulação química, usando instrumentos chamados tituladores produzidos por empresas como a Metrohm.

Esses instrumentos permitem, de forma precisa e simples, quais substâncias estão em cada produto, permitindo maior controle de reguladores e maior transparência na indústria alimentícia, que é tão importante para a sociedade.

Portanto, o que são os orgânicos?

Os alimentos orgânicos são os que não usam substâncias químicas sintéticas em qualquer parte do processo. Não usa pesticidas e fertilizantes no momento do plantio e crescimento e busca a todo momento uma relação mais sustentável e ecológica com os recursos, seja preservando a água, não ferindo o solo e usando a rotação de culturas para tentar reduzir a ocorrência de pragas.

Claramente esses métodos são mais positivos, porém há temores sobre sua produtividade e sua capacidade de alimentar as pessoas de forma consistente. A questão do preço é uma simples questão de oferta e demanda também: há menos terra dedicada a esse tipo de método.

A discussão sobre como prosseguir é acirrada no mundo da produção de alimentos e também altamente polarizada em diversos países.

Como será o futuro?

É difícil cravar como será a produção de alimentos em poucos anos nas mais diversas frentes. Inclusive a tecnológica, com a inteligência artificial já trazendo muitas novidades em formas de máquinas e métodos que podem alterar muita coisa em pouco tempo.

O que não há dúvidas é que o Brasil, como grande produtor mundial de alimentos, terá grande importância nessa discussão e será palco para muitos embates.

O que já existe hoje é a coexistência de produtos orgânicos e não orgânicos nos mais variados mercados e feiras. Só que a concorrência não é muito igual: os produtos orgânicos costumam ser mais caros e não são encontrados em todos os lugares, criando também uma pecha de produtos para a elite. Levantamento recente colocou o preço dos orgânicos como superior em 30% na média no estado do Paraná.

A certificação de produto orgânico é algo importante e que é um selo de qualidade para esses itens, mas ela tem que vir acompanhada de incentivos para que cada vez mais produtores invistam em métodos menos agressivos com os recursos disponíveis.

Como a curto prazo será difícil que eles concorram em preço, o que é fundamental fazer é prestar atenção em como são plantados, cuidados e colhidos os produtos, quais tratamentos e aditivos estão usados e como eles impactam a saúde das pessoas a longo prazo, o que é sem dúvida a maior preocupação é algo que deve ser olhado muito de perto.

A necessidade de alimentar cada vez mais pessoas e com um fator extra que aumenta a complexidade que é a ida das pessoas para a cidade, longe das produções no campo e que precisam ser alimentadas por quem trabalha no campo, pode exigir o uso de hormônios, químicos e a ciência para aumentar a produtividade. Mas qual é a linha entre o permitido e o que não é? Os cientistas, fiscalizadores e políticos vão ter que responder essa pergunta pelo bem das pessoas e o que elas comem.

 

 

 

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