15 de abril de 2026 18:45
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Mercado cinza: o que é e por que cresce tanto no caso de smartphones?

Imagem de mulher segurando um celular - consultas pelo whatsapp
Foto de Laura Nabuco
Laura Nabuco

O mercado cinza de smartphones no Brasil pode fechar 2024 com o dobro do tamanho que alcançou ano passado. Isso significaria a comercialização de 10 a 12 milhões de aparelhos até o final do ano. Por que isso é um problema? Primeiro, vamos explicar o que é o mercado cinza.

Talvez, a primeira coisa que você tenha pensado tenha sido em contrabando. Mas, embora ele faça parte, nem todo produto vendido no mercado cinza foi, necessariamente, contrabandeado. Esse tipo de mercado abrange mais, incluindo toda comercialização de produtos por fora de “canais oficiais”.

Algumas fabricantes possuem regras específicas para distribuição, venda e até revenda de seus produtos. Então, toda negociação que não cumpra essas regras está dentro do mercado cinza.

É um conceito bastante amplo, um tanto complexo, mas que, no caso de smartphones, quase sempre se resume a contrabando.

Impacto nas vendas

A estimativa de que o mercado cinza para esse tipo de produto dobre de tamanho até o final do ano é da IDB Brasil, uma empresa líder em inteligência de mercado voltada especificamente para tecnologia.

E também é dela uma pesquisa que aponta que o Paraguai importou, em 2023, mais de 16 milhões de smartphones. O número é quase 3 vezes maior do que a população do país, o que dá margem para interpretações do tipo: parte desses produtos pode ter sido vendida ilegalmente no Brasil.

Mas esse não é o único problema. Ainda de acordo com a IDB Brasil, a venda legalizada de smartphones no Brasil teve duas quedas consecutivas no ano passado:

Ou seja, os consumidores estão preferindo o mercado paralelo aos postos de vendas oficiais.

Medidas contra o mercado cinza

Para tentar reverter a situação, a Anatel propôs um acordo com alguns dos principais marketplaces que atuam no Brasil: incluir mais mecanismos de verificação dos produtos em suas plataformas.

Na prática, a sugestão é que essas empresas cobrem dos vendedores de celulares que informem (no momento de cadastrar um produto para colocá-lo à venda) dados que comprovem sua origem legal, como:

  • notal fiscal
  • código EAN

O código EAN vem em formato de código de barras, tem 13 dígitos e permite uma identificação individual do produto. Ele é emitido pela GS1 e só as fabricantes do produto podem solitá-lo.

No Brasil, todo código EAN deve começar com 789 ou 790. Isso quer dizer que fica mais fácil identificar se seu smartphone veio ou não do Paraguai, por exemplo.

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