Carregando...
DestaquesEleiçõesEleições 2022Política

Apoiadores de Bolsonaro querem carta a líderes religiosos e panfletagem em cultos

Foto de Reinaldo Fernandes
Reinaldo Fernandes

A coordenação de partidos apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) em Mato Grosso planeja uma investida às igrejas e setores econômicos para conglomerar eleitores para o votar no segundo turno.  

A estratégia inclui uma ofensiva de envio de carta aos líderes religiosos, panfletagem em cultos e liberação de funcionários para viajar aos seus domicílios eleitorais. 

Representantes dos partidos apoiadores se reuniram na manhã desta segunda-feira (17), na sede do União Brasil, em Cuiabá, para apresentar propostas de intensificação de campanha, na reta final do segundo turno. 

Religiosos, pobres e eleitores que não foram às urnas no dia 2 são o foco da coordenação para tentar conseguir fazer Bolsonaro chegar a 70% na votação decidirá o próximo presidente do país. 

LEIA TAMBÉM

Segundo o governador Mauro Mendes, a ideia de uma carta foi sugerida por vários membros da coordenação suprapartidária. O conteúdo do texto ainda não foi definido, contudo, passaria pelo convencimento de que seria necessário ir às urnas no dia 30. O registro de voto seria uma espécie de demarcação de território “do povo cristão de Mato Grosso”. 

“Nós precisamos disso, de um padrão para fazer a campanha de Bolsonaro aqui em Mato Grosso, não só nas igrejas, mas também em outras dimensões. Cada um conhece seu local e pode fazer isso”, disse Mauro Mendes. 

Panfletagem nos cultos

O vereador por Cuiabá Dilemário Alencar, presidente estadual do Podemos, chegou a sugeriu que seja montado um pelotão para ir às igrejas no próximo domingo (23), uma semana antes da votação, para entregar santinho durante os cultos. 

“Nós precisamos dessa carta, mesmo que seja digital, dizendo da importância do povo de Deus ir para as urnas e se posicionar. E outra coisa ainda é nós nos reunirmos e começarmos a panfletar nas igrejas, em todas as igrejas. Panfletar nos últimos no domingo à noite”, disse. 

Setor econômico

A coordenação também cogita conversas com representantes do agronegócio e dos caminhoneiros. A intenção é convencê-los a paralisar os trabalhos a partir do dia 29, véspera da votação, para permitir os trabalhadores vão para suas cidades eleitorais. 

“Houve um grande número de caminhoneiros que não foram votar [no dia 2] porque estavam na estrada. O pedido é para o senhor [Mauro Mendes] conversar com os empresários. Por onde eu passei, houve esse pedido”, disse a deputada federal eleita coronel Fernanda (PL). 

Transportadoras e sindicato de transportes estão na lista. Os atos podem ficar concentrados no próximo fim de semana, sábado e domingo.

A estratégia também inclui uma tentativa de levar pastores e outros líderes religiosos para o corpo a corpo em regiões mais pobres de Mato Grosso, onde estariam concentrados os votos no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo a avaliação dos partidos.

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Oportunidades

Fisioterapeuta traz a Cuiabá protocolos apresentados em congresso internacional sobre lipedema

Especialista que acaba de palestrar em Lisboa levará aos profissionais de saúde protocolos atualizados de diagnóstico e tratamento da doença durante capacitação presencial nos dias 16 e 17 de julho
Política

Pivetta espera receber apoios de Abilio Brunini e Flávia Moretti na campanha eleitoral

Governador afirmou que declarações de gestores virão na hora em que sentirem à vontade para demonstrar a sua confiança no governo
Política

Governo de Mato Grosso cogita privatizar a gestão da Arena Panantal

Arena teria custo de R$ 20 milhões ao ano para manutenção, e o Estado não tem condições para administrá-la com foco no comércio
Política

Zé Medeiros participa da inauguração da Casa da Direita e defende impeachment de Alexandre de Moraes

Deputado federal relembrou a trajetória do movimento conservador, pediu união da direita e afirmou que o espaço será voltado à mobilização e ao debate político