14 de abril de 2026 21:10
Eleições 2022Política

Geller tem mandato cassado, fica inelegível, mas continua em campanha

Foto de Reinaldo Fernandes
Reinaldo Fernandes

O deputado federal Neri Geller (PP) teve o mandato cassado e está inelegível por oito anos. A decisão advém de julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nessa terça-feira (23), com aprovação por unanimidade. 

O pleno entendeu que Geller praticou o crime de abuso de poder econômico nas eleições 2018, com transferência de dinheiro para a conta de um filho para financiar a campanha que o elegeu ao atual mandato. 

O ministro relator do processo, Mauro Campbell, diz que Geller usou doações de empresas em triangulação de transferências bancárias, incluindo o filho, Marcelo Piccini Geller, para supostamente mascarar a entrada de dinheiro irregular. 

“O investigado, ao receber recursos financeiros de pessoas jurídicas, repassava tais montantes à conta de seu filho, o qual em ato contínuo restituía tais numerários à conta de seu genitor, conferindo ares de licitude a movimentações bancárias”, disse em seu voto. 

O ministro citou a quantia de R$ 7,2 milhões que teriam entrado na conta bancária de Marcelo Piccini Geller durante os meses de campanha. Dessa quantia, R$ 2,8 milhões teriam vindo diretamente das contas de Neri Geller. 

A análise foi apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e acatada pelo ministro relator. Ele deu voto pela cassação do mandato e os demais membros do pleno seguiram o parecer. 

“Campanha continua” 

Pela decisão do TSE, o deputado federal Neri Geller, além de perder o mandato, fica proibido de concorrer em nova eleição até 2030. Em nota divulgada na noite de ontem, logo após a decisão, ele afirmou que foi “injustiçado”. 

Ele disse que a decisão foi aprovada “por ser produtor rural, e por natureza intrínseca, vender soja e milho”. “[Fui] cassado injustamente e prova irrefutável disso foi a decisão em cima de um pedido que sequer fazia parte dos autos”, pontua. 

Geller é candidato ao Senado na aliança com federação PT, PV e PCdoB e aliança com PSD e Solidariedade. Conforme a assessoria do parlamentar, a decisão do TSE não afeta a campanha, que continuará nas ruas. 

   

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