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Mini-hábitos

Foto de Marco Túlio
Marco Túlio

Você conhece os mini-hábitos?

É o título do livro do autor Stephen Guise. Tem como complemento o subtítulo: “Como conquistar grandes resultados com o mínimo de esforço”.

Tenho uma confissão: eu ainda não li o livro. (Pode ser que quando você estiver lendo isso, eu já tenha corrigido essa minha falta). Mas eu assisti a um sensacional resumo do Seiti Arata que foi suficiente para eu colocar em prática na minha vida o que o autor propõe.

Todos nós já tentamos começar algo novo, como academia ou um idioma, mas nos deparamos com uma barreira – a mesma que todos enfrentamos quando tentamos incluir novos hábitos na própria vida: é muito difícil começar algo novo. Mas por quê?

Nossa mente é feita para economizar energia e mudar de hábito faz justamente o contrário. Por isso é tão difícil. Estamos aqui remando contra a correnteza.

E se pudéssemos remar a favor dela? É possível?

Sim, é possível e altamente recomendável que assim o façamos. O “como” é através dos mini-hábitos.

Vou dar um exemplo real na minha vida. Eu queria um novo hábito: ir à academia. Eu sabia da importância, estava convencido dela, mas não era uma atividade prazerosa para mim – ou seja, eu precisava fazer um certo esforço para ir treinar.

E qual o problema disso?

Nos dias em que estamos motivados, é fácil vencer essa barreira. Só que na maioria dos dias não estamos nos sentindo assim. Contar com a motivação é o erro primeiro e o motivo de as pessoas falharem.

Por isso o autor propõe uma prática que leve em conta como a nossa mente funciona.

Eu então coloquei uma meta muito fácil: ir à academia duas vezes por semana durante dois meses. De cara, você pensa: “mas dois dias por semana não têm efeito nenhum”. Isso não é verdade, mas o objetivo aqui é outro: construir um novo hábito.

Após a primeira semana concluída, pensei: “Nossa, que fácil” e segui conseguindo até a terceira. Tive uma gripe, mas consegui me recuperar a tempo de finalizar a semana e depois o primeiro mês com sucesso.

Cara, que sensação boa a de cumprir exatamente o que você se propôs!

No segundo mês acontece algo diferente: fica cada vez mais fácil sair de casa para ir malhar. Na verdade, o seu corpo começa a pedir por isso. Inclusive, houve dias que seriam de descanso que meu corpo “pediu” exercício.

No terceiro e quarto mês aumentei para três vezes a frequência na academia e assim eu vou seguindo. Usar essa técnica é como jogar o jogo com o manual da nossa mente debaixo do braço, porque realmente funciona.

Os principais inimigos são: imediatismo, falta de paciência e inconsistência.

O que ajuda é focar no processo, ter uma meta muito fácil, ter paciência e visão de longo prazo.
Bom, o que serviu para eu começar a frequentar a academia pode servir para você começar qualquer novo hábito. Boa sorte!

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