BrasilCidadesEstadosMato Grosso

Doença de Haff: não há registros de casos em MT

Foto de Natália Araújo
Natália Araújo

Mato Grosso não tem registros da Doença de Haff, conhecida como doença da urina preta,  correlacionada ao consumo de crustáceos e pescados. Entretanto, não é possível dizer se há risco ou não da ocorrência de casos no Estado, conforme a Secretaria de Saúde.

Contudo, o Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) informa que está preparado para atendimento e monitoramento, se houver algum registro da doença em Mato Grosso.

Todavia, a unidade hospitalar frisa que, como em todo procedimento, o paciente deve ser encaminhado, primeiramente, pela Central de Regulação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Surto no Amazonas

O Amazonas vive desde o mês passado um surto da Doença de Haff. Há pelo menos 60  casos em investigação, conforme o Ministério da Saúde.

O local com mais registros é a cidade de Itacoatiara, a 176 quilômetros de Manaus. O município tem 16 notificações em acompanhamento. Sendo 10 casos distribuídos em quatro núcleos familiares. Entre os doentes há 12 adultos (de 30 a 63 anos) e quatro crianças (de 3 a 12 anos).

Bahia, Pará e Ceará também estão monitorando casos suspeitos.

LEIA TAMBÉM

A doença

A doença é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados peixes como o tambaqui, o badejo e a arabaiana ou crustáceos (lagosta, lagostim, camarão).

Quando o peixe não foi guardado e acondicionado de maneira adequada, ele cria uma toxina sem cheiro e sem sabor. Ao ingerir o produto, mesmo cozido, a toxina provoca a destruição das fibras musculares esqueléticas e libera elementos de dentro dessas fibras no sangue, ocasionando danos no sistema muscular e em órgãos como os rins.

Após a contaminação pela toxina, a pessoa apresenta extrema rigidez muscular de forma repentina, dores musculares, dor torácica, dificuldade para respirar, dormência, perda de força em todo o corpo e urina cor de café, pois o rim tenta limpar as impurezas, o que causa uma lesão na musculatura.

A doença causa muitas dores musculares, lembrando a dengue, porém sem febre.

Os sintomas costumam aparecer entre 2 e 24 horas após o consumo dos peixes ou crustáceos.

A hidratação é fundamental nas horas seguintes ao aparecimento dos sintomas. Assim é possível diminuir a concentração da toxina no sangue, o que favorece sua eliminação através da urina. Nos casos graves, pode ser necessário fazer hemodiálise.

A recomendação para tentar evitar a contaminação, frisa o Ministério da Saúde, é não consumir pescados ou crustáceos cuja origem, transporte ou armazenamento sejam desconhecidos. O ideal é comprar esses produtos em locais com garantia de segurança.

Nos casos do aparecimento de dores musculares e da urina escura, semelhante a café,  após o consumo de peixes ou crustáceos, deve-se procurar imediatamente uma unidade de saúde.

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Esportes

Setasc divulga sorteados para camarote exclusivo no jogo do Cuiabá contra o Botafogo-SP

Ação do Programa SER Família Inclusivo garante conforto e acessibilidade para torcedores autistas e seus acompanhantes na Arena Pantanal
Geral

Festival da Pamonha atrai público e esgota produção na zona rural de Cuiabá

Evento impulsiona economia local e reforça turismo interno com alta procura por produtos à base de milho
Política

Flávio abre espaço para aliados fora do PL em Mato Grosso

Senador diz que todos os apoios serão necessários, mesmo fora do PL
Geral

Cuiabá registra 7 casos de meningite em 2026 e reforça vacinação em 72 unidades

Com dois óbitos confirmados na Capital, Secretaria de Saúde convoca pais e adolescentes para o ‘Dia D’ de imunização neste sábado (25)
22 de abril de 2026 22:12