15 de abril de 2026 21:45
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Pandemia, frio, incêndio e seca. Entenda por que faltam chips no mundo e o impacto disso na sua vida

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Laura Nabuco

Nesta semana a associação brasileira de montadoras de veículos, Anfavea, anunciou que a produção de carros no Brasil este ano deve ter uma redução de 3% a 5%. E há pelo menos um mês quem sonha em comprar um vídeo game da nova geração – o PlayStation 5, por exemplo – não encontra produtos à venda nas lojas.

O que essas duas informações têm em comum? A escassês de chips no mundo.

Os semicondutores – como também são chamados -, dos mais simples aos mais sofisticados, são o quarto produto mais vendido no planeta, segundo reportagem do Olhar Digital. Ficam atrás somente dos automóveis, petróleo refinado e petróleo bruto.

E quanto mais tecnológicas ficam as coisas, mais presentes eles se tornam. Estão no aparelho por meio do qual você lê esse texto, na sua televisão, nos eletrodomésticos e nos carros e vídeo games.

Por que faltam chips no mundo?

A pandemia é uma das explicações, mas não é a única culpada. Sim, a covid-19 fez as fábricas de semicondutores pararem por um tempo. Mas não só isso. O coronavírus fez as pessoas precisarem trabalhar em casa e, para isso, muita gente teve que comprar equipamentos eletrônicos, ou seja, aumentou a demanda.

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Mas antes mesmo da pandemia, a indústria já passava por dificuldades causadas pela própria tecnologia. Uma reportagem publicada no site Canatech afirma que as principais fabricantes de chips no mundo viram seu ritmo de produção cair a medida em que esses componentes se tornavam mais complexos.

Foto: Craig Dennis / Pexels

Os chips mais “avançados” são mais lucrativos que os mais simples, então, os esforços para produzi-los se tornaram maiores. Acontece que os mais simples estão presentes em mais produtos, então, precisam ter um ritmo de fabricação mais intenso.

Em resumo, bem antes da pandemia chegar e parar a produção, a indústria dos chips já dava sinais de que não acompanharia a necessidade do mercado.

A natureza não colaborou

E, segundo o Olhar Digital, o “toque da mãe natureza” não veio só em forma de pandemia.

No Japão, um incêndio paralisou a produção de chips em uma fábrica importante no país. Nos Estados Unidos, uma onda de frio extremo também fez a produção cair. E em Taiwan o problema é a seca, já que as fábricas desses produtos necessitam de uma grande quantidade de água.

O resultado é o relatado no início dessa matéria: faltam chips mais simples para a indústria de automóveis – onde eles são usados dos freios aos sistemas multimídia – e também os mais complexos, para a fabricação de vídeos games de última geração.

Quer saber mais sobre isso? Leia a íntegra das reportagens do Olhar Digital e do Canaltech.

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