Cidades

Dois presos são suspeitos de serem mandantes de atentados contra agentes penitenciários

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Laíse Lucatelli

A Polícia Civil, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e de Segurança Pública identificaram, neste sábado (24), dois suspeitos de serem mandantes de atentados contra agentes penitenciários. A sede do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen), na região do CPA, e a casa de um agente do Serviço de Operações Especiais (SOE) foram alvos de tiros na manhã de sexta-feira (23).

Sergio Carvalho Gonçalves, 38 anos, e Marcos Felipe Pires de Arruda, 21 anos, presos do raio 3 da Penitenciária Central do Estado (PCE), no bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá, estão sendo ouvidos pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) neste sábado(24) e devem retornar ainda hoje à unidade prisional. Os dois já são condenados por tráfico de drogas e agora podem responder por associação criminosa e tentativa de homicídio.

O secretário da Sejudh, Fausto Freitas, disse que os dois devem ser colocados em uma área mais segura, de isolamento. “E, se for o caso, pedir transferência para uma unidade federal”, disse. A assessoria informou que, na revista nas duas celas neste sábado, foram encontrados 13 smartphones, 10 celulares analógicos, além de faca artesanal (chuço), fones de ouvido e carregadores de celular.

O secretário de Segurança, Gustavo Garcia, acredita que a ação de revistar e recolher diversos objetos, na terça-feira (20) pode ter motivado os ataques. Houve um motim naquele dia. “Não aceitamos ameaças contra o sistema de segurança pública e damos a reposta que a lei determina”, declarou ele, em entrevista coletiva.

Garcia disse que a Polícia Civil está investigando o caso para prender todos os autores dos crimes. Ele não adiantou se os bandidos fazem parte de facções criminosas. “Só ao final do inquérito policial, o delegado vai dizer se eles fazem parte ou não de organização criminosa”, disse.

Transferência

O titular da Sejudh, Fausto Freitas, disse que os presos transferidos neste sábado foram selecionados pela equipe de inteligência e encaminhados para unidades do interior. “A PCE está com a lotação grande. Tivemos alguns problemas de disciplina nesta semana”, observou. A unidade deve receber reforços.

Na terça-feira (20), um detento morreu durante um motim, e teria sido atingido por um tiro disparado por agentes penitenciários. Cerca de 800 detentos se rebelaram, horas depois de os agentes penitenciários terem recolhido diversos objetos em uma ampla revista na unidade, entre eles drogas e 78 celulares, além de água, ventiladores e aparelhos de TV.

O secretário disse que o motim começou no raio 4 da PCE, e na sequência os presos do raio 3 também se amotinaram. “Houve necessidade de os agentes intervirem. A situação foi controlada em pouco mais de 40 minutos. Ao final foi identificado um preso caído no corredor, foi levado à enfermaria e identificou-se o óbito. A Polícia Civil e a Politec foram acionadas. Cabe agora à polícia apurar as causas e circunstâncias da morte”, afirmou.

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