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Aprosoja: “impedir a realização de pesquisa é o maior absurdo que pode existir”

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Camilla Zeni

A Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) classificou como “absurda” a recomendação do Ministério Público para que se suspenda uma autorização de pesquisa agrônoma.

Conforme o documento do MP, assinado nessa quinta-feira (30), a Aprosoja e o Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) acordaram um plantio excepcional de soja em fevereiro, ou seja, fora da época.

O objetivo seria fazer uma análise comparativa da gravidade da ferrugem asiática (considerada a maior praga da cultura de soja) que acomete as lavouras semeadas em dezembro e fevereiro.

O MP criticou o fato de que nem a Aprosoja e nem o Indea teriam flexibilizado informações sobre o acordo. Lembrou também que o meio ambiente é um bem inegociável e de interesse público.

Ainda, que o plantio tardio da soja poderia causar uma disseminação da ferrugem asiática, prejudicando não apenas as áreas do Estado como o país.

(Foto: Arquivo/Agência Brasil)

O que diz a Aprosoja

Em nota encaminhada à imprensa, a Aprosoja destacou ser contrária ao cultivo da soja no período de vazio sanitário, como havia sugerido o MP.

No entanto, a entidade diz que defende que os produtores rurais elaborem a própria semente. Assim, não ficam restritos as sementes que estão disponíveis no mercado.

“Impedir a realização de pesquisa é o maior absurdo que pode existir, sobretudo a agronômica dentro do maior estado produtor de soja do país. É isto que o MP está recomendando”, escreveu o presidente da Associação, Antônio Galvan.

Ele destacou que o mês de fevereiro não faz parte do período de vazio sanitário e, por isso, tem sido recomendado pela Aprosoja, como uma alternativa para o plantio de dezembro.

Conforme o produtor, os sojicultores chegam a fazer até 10 aplicações de fungicidas quando plantam em lavouras tardias. Já com a plantação sendo feita em fevereiro, seriam necessárias menos de quatro aplicações.

Ele garante que há pesquisas científicas comprovando os dados e afirma que a semente produzida no mês de fevereiro tem qualidade superior às do mercado. Dessa forma, como consequência, propiciam melhores colheitas.

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