Em depoimento aos deputados da CPI da Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa, o economista e delator na Lava Jato Lúcio Funaro afirmou que sempre manteve relações estritamente pessoais com políticos mato-grossenses.
Entre os amigos, Funaro citou o ex-presidente da ALMT – pai da deputada Janaína Riva (MDB) – José Geraldo Riva e sustentou: jamais misturou amizade com negócios.
O depoimento de Funaro à CPI segue a portas fechadas, mas o LIVRE teve acesso a diversos trechos.
Segundo Funaro, quando a primeira CPI da Sonegação Fiscal foi instalada na ALMT, executivos da JBS até pediram que ele aproveitasse desse laço para impedir uma eventual convocação dos irmãos Joesley e Wesley Batista para depoimento.
Em sua resposta, Funaro disse aos parlamentares que preferia não envolver suas amizades nas questões do trabalho.
A única vez que Funaro usou do vínculo com Riva, conforme ele próprio, foi quando o ex-deputado federal Eduardo Cunha – também sei grande amigo, ele destacou – lhe pediu ajuda para ter o apoio de Carlos Bezerra na eleição para líder do MDB na Câmara Federal.
Funaro disse que, na época, pediu a Riva que falasse com o “cacique” do MDB em Mato Grosso sobre isso.
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