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“Não é lógico tributar um produto que nos onera”, diz Galvan sobre Fethab milho

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Thiago Andrade

Revoltados com a cobrança por parte do governo do Estado do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) do milho e dos constantes desvios de finalidade dos recursos do fundo, os produtores do estado de Mato Grosso fizeram nesta quarta-feira (15) um protesto pelas ruas do Centro Político Administrativo (CPA) e foram recebidos pela diretoria da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Os produtores querem uma solução para o dilema e prometem parar Cuiabá com máquinas agrícolas caso fiquem sem resposta.

Conforme o presidente da Aprosoja, Antonio Galvan, que foi um dos líderes do movimento, além do fim da cobrança do Fethab do milho, o que os produtores querem é o fim dos desvios nos recursos. Segundo ele, sem os desvios na finalidade praticados pelo governo do Estado, o setor de infraestrutura teria um investimento superior a R$ 1,3 bilhão.

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Galvan destaca que por saca de milho o produtor paga cerca de R$ 0,50. No entanto, a produção de milho nem sempre é lucrativa para quem produz, já que os preços ficam abaixo do custo de produção. Com isso, a Aprosoja-MT defende o fim da cobrança por parte do governo. O Estado espera arrecadar mais de R$ 100 milhões do Fethab do milho.

[featured_paragraph]“A cada quatro safras, em três dessas safras o produtor acaba não tendo lucro com a plantação do milho. Não é lógico tributar um produto que normalmente nos onera”, disse o presidente da Aprosoja. Questionado sobre a origem do movimento ele lembra que desde a eleição do governador Mauro Mendes (DEM) o segmento vem alertando e buscando negociações para que o Estado não trave o setor. [/featured_paragraph]

A presidente em exercício da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputada Janaina Riva (MDB), destacou que o Legislativo é o local ideal para as discussões do setor produtivo e que a Assembleia vai buscar vai a ponte com o governador Mauro Mendes para que seja revogada a medida de taxação do milho no Fethab.

Para ela, a medida mais urgente foi a questão do Fethab do milho, mas destaca que isso deve ser de atitude do Executivo já que versa sobre renúncia de receita. “A Assembleia já tinha previsto essa demanda e conversado internamente com os deputados sobre a possibilidade de rever essa questão”, disse a deputada.

Destaca que os prejuízos aos produtores de Mato Grosso significa prejuízo ao Estado de Mato Grosso e aos produtores e ao estado como um todo. “Existe o interesse da Assembleia em auxiliar nessas articulações, recebemos aqui os produtores com dez deputados estaduais participando, outros estavam em outras agendas, tenho certeza que esses dez saíram daqui sensibilizados com a pauta dos produtores”, comentou.

Da Assembleia, os produtores seguiram para o Cenarium Rural e depois para um encontro com o governador Mauro Mendes, no Palácio Paiaguás.  

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