Cidades

Mauro Mendes sobre contingenciamento: não adianta espernear e fazer protesto

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Laura Nabuco

“Não adianta espernear e não adianta fazer protesto”. Assim o governador Mauro Mendes (DEM) respondeu questionamentos de jornalistas na manhã desta terça-feira (14) sobre o que achava da reação gerada – em especial em profissionais do setor – pela decisão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de contingenciar orçamento da educação.

O democrata, no entanto, demonstrou preocupação com o que avaliou ser uma “economia muito instável” e em “desaquecimento” no país.

“Se a economia diminui, a arrecadação do governo também diminui e isso pode trazer problemas ainda mais graves para todos nós”, destacou.

A interrupção no processo de recuperação da economia brasileira sentida por Mauro Mendes foi registada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) na última quarta-feira (8).

Segundo ata da reunião do Copom, esse desaquecimento citado pelo governador já havia sido observado no final de 2018 e teve continuidade no início de 2019.

“Em particular, os indicadores disponíveis sugerem probabilidade relevante de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre do ano, na comparação com o trimestre anterior”, diz o documento.

Na avaliação de Mauro Mendes, o PIB está em “franco declínio” e isso pode ter consequências profundas na arrecadação do Estado. Apesar disso, o governador sustenta que, por enquanto, vários setores de Mato Grosso têm reagido, “melhorando seu desempenho, mesmo em tempo de crise”, graças às medidas de economia que sua gestão adotou desde o início do ano.

Cortes locais

Questionado se pode vir a adotar medidas semelhantes à do presidente da Presidente da República no campo da educação, o governador respondeu que já vem tomando “várias medidas de maneira silenciosa” porque não é do tipo que “que gosta de ficar tomando medidas espetaculosas”.

O governador também comentou a possibilidade de uma greve dos servidores públicos, em especial os filiados ao Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sintep), um dos mais ativos na cobrança, por exemplo, do pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) dos salários devida desde o ano passado.

“Eu já disse que se greve for resolver o problema de Mato Grosso, vamos todos fazer greve. O governador faz greve, os jornalistas fazem greve, os empresários, todo mundo”, respondeu, completando: “greve não resolve. Mato Grosso tem dificuldade em pagar os salários. O Sintep tem todo o direito de fazer, é livre o direito à greve, mas os profissionais da educação de Mato Grosso têm o terceiro melhor salário do Brasil e a 21ª pior educação do país. É hora de refletir sobre isso. Não é só melhorando salário que vamos melhorar a educação”, argumentou.

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