O juiz Monani Menine Pereira decidiu manter a prisão preventiva do cuiabano Arthur Filipovitch Ferreira, que irá a júri popular pela tentativa de homicídio contra o próprio cunhado, Rodrigo Coutinho Muller, em Florianópolis (SC).
O crime ocorreu em 6 de janeiro de 2025 e, conforme as investigações, teria sido motivado por desentendimentos familiares e dívidas envolvendo investimentos. No mesmo episódio, Arthur matou o empresário Ricardo Beppler, mas acabou absolvido dessa acusação após a Justiça reconhecer legítima defesa.
Em decisão publicada na última sexta-feira (17), o magistrado reavaliou a situação e manteve o réu preso. A defesa sustentou que a absolvição no caso da morte de Ricardo afastaria a necessidade da prisão, argumento que não foi acolhido.
O juiz destacou a gravidade dos fatos e apontou que a custódia é necessária para garantir a ordem pública e evitar eventual fuga. Também mencionou indícios de tentativa de intimidação de testemunhas, inclusive familiares da vítima.
“Ressalto que todas, com medo do conduzido, solicitaram medidas protetivas de urgência contra ele, mais uma vez se demonstra a sua periculosidade”, registrou na decisão.
Outro ponto considerado foi a ausência de comprovação de atividade lícita por parte do acusado, que alegou renda mensal de R$ 50 mil. Segundo o magistrado, Arthur vivia de favor no local onde os crimes aconteceram, o que reforçaria o risco de não ser localizado caso fosse solto.
O julgamento pelo Tribunal do Júri está marcado para o dia 14 de maio. Na mesma decisão, o juiz negou pedidos da defesa, como a oitiva de testemunha por videoconferência e a convocação de peritos para o plenário. Também autorizou a apresentação de provas físicas, como faca e corda.
De acordo com o processo, Arthur teria atacado o cunhado com golpes de faca após ser confrontado. A vítima foi atingida no abdômen e ficou em estado grave.
Para o magistrado, há dúvida sobre a intenção do réu, o que exige análise pelos jurados. Ele também destacou que a tese de legítima defesa não está claramente comprovada no caso da tentativa de homicídio.
Arthur foi preso logo após o crime. Ele possui antecedentes e chegou a ser detido em 2023, em Cuiabá, pela Polícia Federal, ao tentar emitir passaporte mesmo com mandado de prisão em aberto no estado de São Paulo, posteriormente revogado.





