Cidades

Médica que atropelou verdureiro alega que delegado foi arbitrário e quer investigação

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Camilla Zeni

A defesa da médica Letícia Bortolini, de 37 anos, acusada de homicídio doloso e omissão de socorro pela morte do verdureiro Francisco Maia, de 48 anos, entrou com pedido na Justiça para investigação contra o delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran). Para a profissional, ele teria agido de forma arbitrária durante o inquérito.

Conforme a ação, a defesa apontou que as atitudes do delegado, que, segundo a acusação, também teria agido de forma parcial, teriam resultado em irregularidades na peça da Polícia Civil, que culminou na ação penal contra Letícia.

Por isso, a médica pede que uma cópia do processo criminal seja encaminhada à Corregedoria da Polícia Judiciária Civil. Para subsidiar as alegações, a defesa de Letícia também protocolou uma série de documentos, que estão, desde abril, sendo analisados pelo Ministério Público do Estado (MPE).

Ao avaliar o caso, porém, o juiz Flávio Miraglia, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, já observou que a defesa da ré não tem competência para solicitar o envio, que só poderia ser determinado pela Justiça diante de um pedido da própria Corregedoria.

“Em relação ao pedido de extração de cópia e remessa à Corregedoria da Polícia Judiciária Civil para apuração de eventual parcialidade do ilustre Delegado de Polícia na condução do Inquérito Policial n°. 356/2018/Deletran, entendo que tal diligência deve ser realizada diretamente pelo causídico interessado na forma como ocorreu o trabalho investigativo, razão pela qual indefiro o aludido pleito”, diz em trecho da decisão.

Apesar disso, em relação às possíveis irregularidades cometidas pelo delegado durante a instrução do inquérito, o magistrado aguarda parecer do MPE.

O caso

O atropelamento de Francisco Maia aconteceu na noite do dia 14 de abril de 2018, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá. Um laudo da Politec constatou que a velocidade média de impacto do veículo Jeep Compass, conduzido por Letícia Bortolini, era de aproximadamente 103 km/h. Já o laudo emitido pelo Instituo Médico Legal (IML), para onde a médica foi levada após o acidente, demonstra que ela não estava embriagada no momento do atropelamento.

No dia 8 de janeiro de 2019, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) instaurou um processo ético-profissional contra Letícia. Na data do acidente, ela fugiu do local sem prestar socorro.

A médica também responde na Justiça pelos crimes de homicídio doloso (quando há a intenção de matar), omissão de socorro, se afastar do local do sinistro para fugir da responsabilidade e por conduzir embriagada.

Outro lado

O LIVRE telefonou para o delegado Christian Cabral, mas ele não foi encontrado para comentar as alegações.

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