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Crise na Santa Casa ecoa na Assembleia; deputados defendem intervenção

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Thiago Andrade

A crise gerada com a paralisação dos atendimento da Santa Casa da Misericórdia em Cuiabá chegou à Assembleia Legislativa. O assunto foi o principal debatido na sessão plenária de quarta-feira (13). Os deputados defendem uma intervenção mais rigorosa do Município, do Estado e da União para que o hospital, de mais de 200 anos, não feche as portas.

Deputado Lúdio Cabral (PT) marcou uma audiência pública para debater o tema no próximo dia 25. Já Xuxu Dal Molin (PSC) disse que vai à Brasília tratar da liberação de emendas junto ao ministro Luiz Henrique Mandetta. No total, as emendas federais chegam a R$ 169 milhões e o deputado estadual defende que parte do recurso atenda a Santa Casa. 

O contexto da crise também serviu para embasar críticas ao ex-governador Pedro Taques (PSDB). Xuxu Dal Molin falou sobre a criação do Fundo Estadual de Estabilização Fiscal (FEFF), em meados de 2018, com o propósito de atender o setor da saúde, o que, segundo ele, ainda não aconteceu. Conforme o parlamentar, o Fundo acabou apenas elevação da carga tributária no Estado.

“Temos que discutir o que está acontecendo: se é só falta de gestão, se é falta de dinheiro. A Santa Casa é uma instituição que merece o respeito do Estado e do Município, sendo assim, a Prefeitura de Cuiabá tem todo o dever de assumir essa intervenção e chamar o Estado”, defendeu.

Quem também defende uma ação mais enérgica dos deputados estaduais, foi o presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde, doutor João (MDB). “É um absurdo. Uma situação terrível um hospital de mais de 200 anos e com a história que ela tem estar fechada, funcionário sem receber e as pessoas sem atendimento. Precisamos sentar numa mesa e resolver: quem deve para quem”.

O deputado disse ainda que os parlamentares não devem aceitar o fechamento da unidade e que, no máximo na semana que vem, farão uma visita à Santa Casa.

A Santa Casa está com os atendimentos paralisados desde a segunda-feira (11), na terça (12) os vereadores aprovaram uma intervenção da Prefeitura de Cuiabá na administração do hospital. Nesta quarta (13), os atendimentos seguiam paralisados.

Em 1º de março, a Prefeitura fez o compromisso de repassar R$ 3,6 milhões que serviriam para pagar os salários atrasados dos funcionários. Porém, recuou por conta das investigações contra a antiga administração da unidade. 

Conforme o Município, é a Santa Casa que deve R$ 24 milhões para a Prefeitura. Em meio à crise, a União alegou que não pode liberar R$ 12 milhões para o hospital, recursos que eram de emenda de bancada.

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