Política

Maia busca unir PSL e PT para ganhar presidência na Câmara: “Não é o 3º turno da eleição presidencial”

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Laíse Lucatelli

O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), quer apoio de todos os partidos para sua reeleição, e fala unir em direita e esquerda, governo e oposição, em sua base. Com o apoio do PSL do presidente Jair Bolsonaro já assegurado, Maia recebeu acenos do PC do B e ainda tenta fechar com o PT, detentor da maior bancada da próxima legislatura.

“O partido do presidente me apoia, e eu quero apoio de todos os partidos, inclusive do PT. Não podemos transformar a eleição para a presidência da Câmara no terceiro turno da eleição presidencial. O debate é sobre qual perfil de deputado queremos presidindo a Casa. O apoio do PSL é importante – e claro que quero também o apoio do PT”, declarou Rodrigo Maia, em entrevista coletiva em Cuiabá, na tarde desta sexta-feira (18).

Maia afirmou que ter o do PSL no grupo não significa ter apoio do presidente Jair Bolsonaro.

“Nenhum apoio atrapalha. O que atrapalha é não ter apoio. A presidência da Câmara não é o terceiro turno da eleição presidencial. Quem me apoia é o PSL. Se o presidente resolvesse apoiar, não tinha problema nenhum. Mas ele nunca disse isso. O que ele disse é que vai ficar independente. E é certo, porque são Poderes independentes”, disse.

Ele não quis revelar o número de votos que já contabiliza, entre os 513 deputados federais, mas rejeitou a possibilidade de o bloco do “centrão”, capitaneado pelo MDB e PP, tenha 300 votos. “38 mais 34 não dá 300. O importante é fazer o que estou fazendo aqui hoje, conversando com os deputados”, disse.

Discussão no PT

A deputada federal Rosa Neide Sandes (PT-MT) informou que o partido ainda não fechou com nenhum candidato, embora esteja participando da construção de esquerda com o PSB e o PSOL. A decisão da sigla deve ser anunciada em reunião em 31 de janeiro, um dia antes da eleição. O PT analisa apoio às candidaturas de Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que pode disputar pelo bloco de esquerda, e de Fabio Ramalho (MDB-MG), que pode concorrer pelo centrão.

“O PT vai apoiar o candidato que não se submeter à Presidência da República, que garanta ao parlamento espaço para construir a legislação, sem nos obrigar a passar questões de interesse da Presidência”, disse a deputada.

Rosa Neide contou que, na reunião com os parlamentares mato-grossenses, Maia prometeu independência ao Poder Legislativo, e afirmou que não será submisso ao governo federal. Apesar disso, ela não vê chances de composição. “Maia já procurou o líder do PT, Paulo Pimenta. Mas acho difícil. Ele vai ter que fazer um pronunciamento se comprometendo a manter independência, sem se submeter à Presidência da República”, disse.

Apoio de MT

Rodrigo Maia se reuniu com a bancada de (atuais e novos) deputados federais de Mato Grosso, no Palácio Paiaguás, nesta sexta-feira (18), tendo o governador Mauro Mendes (DEM) como anfitrião, e apresentou sua plataforma de campanha. O deputado tem percorrido os Estados para debater pautas de interesse local, em busca de apoio. Mato Grosso tem oito representantes na Câmara Federal, e seis deles estiveram na reunião. Apenas Carlos Bezerra (MDB) e Nelson Barbudo (PSL) não foram, pois estavam viajando.

Em Cuiabá, Maia prometeu colocar em votação na Câmara a lei que autoriza a pagar o Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX) 2018, já aprovada no Senado no ano passado, o que daria a Mato Grosso uma fatia de cerca de R$ 500 milhões, e se empenhar na regulamentação da Lei Kandir, que pode aumentar o valor e tornar esse repasse obrigatório.

O deputado federal eleito Leonardo Albuquerque (SD) demonstrou simpatia à candidatura. “Maia tem um perfil diferenciado: é acessível, atende o telefone, vai a todos os Estados. Outros presidentes só tratavam com os líderes. Ele tem uma postura parecida com o do Botelho”, disse, comparando Maia ao presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM).

Também eleito, Neri Geller (PP) disse que está tentando convencer o partido a apoiar Maia, mas que acatará a decisão da sigla na votação. “Tenho tendência pelo Rodrigo, mas vou discutir partidariamente. Se meu partido tiver candidato, vou votar nele”, disse, citando a possibilidade de Arthur Lira (PP-AL) concorrer.

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29 de abril de 2026 09:52