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Cidades

Após operação, Emanuel exonera secretário-adjunto de Saúde, que está foragido

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Camilla Zeni

Depois de ser alvo da segunda fase da Operação Sangria, que investiga uma organização criminosa que atuava para monopolizar licitações e contratos públicos, Flávio Alexandre Taques da Silva foi exonerado do cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Saúde de Cuiabá nesta terça-feira (18). A informação foi repassada pelo prefeito Emanuel Pinheiro, em encontro com jornalistas. Até o momento, Fábio é considerado foragido pela polícia.

Pinheiro reiterou que, assim que soube da operação, deflagrada nesta manhã, determinou ao secretário interino, Luiz Possas de Carvalho, que atendesse e auxiliasse a Polícia Civil nas diligências.

O prefeito afirmou que o “esquema” na pasta da Saúde já perdura por outras gestões, segundo teve conhecimento da Operação. No entanto, não se sabe quando os casos começaram.

“Tão logo tomei conhecimento de que havia sido mandado de prisão do secretário-adjunto de Saúde Flávio Taques, não me restou outra alternativa a não ser exonerá-lo do cargo”, disse, garantindo que o ato será publicado no Diário Oficial de Contas desta quarta-feira (19).

Pinheiro também disse ter ficado surpreso com a prisão do ex-secretário de Saúde, Huark Douglas Correia, que foi um dos fundadores da Empresa Cuiabana de Saúde e é funcionário efetivo da Pasta. Apesar disso, completou que ele deverá se defender e que “cada um é responsável por seus atos”.

Operação Sangria 2

Deflagrada na manhã desta terça-feira, a operação é o cumprimento de oito mandados de prisão e quatro de busca e apreensão contra alvos da operação, que apura uma organização criminosa que teria montado um esquema para monopolizar a saúde no Estado de Mato Grosso por meio das empresas Proclin, Qualycare e Prox Participações.

Os alvos da segunda fase, entre eles três médicos, um gerente de licitação, um coordenador financeiro, parente, e funcionários das empresas prestadoras de serviços médicos hospitalares, são investigados por obstrução à justiça praticada por organização criminosa e coação no curso do processo.

Líder influenciador

Conforme o delegado Lindomar Tofoli, responsável pelo caso, o ex-secretário Huark Douglas Correia seria o líder do esquema, uma vez que seria o principal influenciador entre as empresas e a Secretaria Municipal de Saúde.

O esquema, segundo o delegado, já existia há pelo menos seis anos. No entanto, ainda é apurada a extensão da suposta atuação criminosa. Isto é, se aconteceria apenas em nível Municipal, em Cuiabá, ou também em contratos estaduais.

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