Judiciário

Botelho aguarda parecer jurídico mas diz que não vê sentido em afastar Taques

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Laíse Lucatelli

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho (DEM), enviou o pedido de afastamento do governador Pedro Taques (PSDB) à Procuradoria Geral do Legislativo, para que seja emitido parecer jurídico sobre a questão. No entanto, ele já adiantou que, politicamente, é contra o afastamento do governador a dois meses do fim do mandato.

“Minha opinião é que já foi feita a vontade popular. Já escolheram um novo governador, que vai tomar posse daqui a dois meses. Não tem sentido nisso mais”, afirmou Botelho à imprensa nesta quarta-feira (24). Taques tentou a reeleição e amargou a terceira colocação, ficando atrás de Wellington Fagundes (PR) e do eleito, Mauro Mendes (DEM).

O pedido de afastamento foi protocolado pela líder da oposição, Janaina Riva (MDB), na noite de terça-feira (24), com base na delação do empresário Alan Malouf, que foi tornada pública na sexta-feira (19).

A delação relata esquemas que teriam alimentado caixa dois na campanha de Taques ao governo de Mato Grosso em 2014, e que teriam levado ao esquema de propina em obras de escolas, desmantelado pela Operação Rêmora, para que os empresários tivessem o retorno do “investimento”.

Botelho deu prazo de cinco dias para a Procuradoria se manifestar. “Os procuradores vão analisar se existe legalidade nesse pedido que ela apresentou, e aí vamos tomar a decisão junto com os deputados. Se não existe legalidade, vai direto para o arquivo”, explicou.

“[Se for legal] vou colocar em apreciação no colégio de líderes com os deputados, discutir, e caso a maioria concorde, colocar em plenário para votação. Aí teremos que criar uma comissão investigadora e pedir o afastamento”, completou.

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