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Justiça Eleitoral autoriza MPE a entrar em ação que acusa Selma Arruda de caixa-dois

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Redação

O desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Pedro Sakamoto autorizou o Ministério Público Eleitoral (MPE) a entrar na ação que verifica a suspeita de abuso econômico e caixa-dois de campanha contra a senadora eleita por Mato Grosso Selma Arruda (PSL).

Com a decisão, obtida pelo site Folha Max, o magistrado pretende evitar que o MPE entre com uma nova ação para que seja analisado o mesmo caso. Sakamato, anteriormente, havia negado a participação do Ministério Público Eleitoral no processo envolvendo o suposto caixa-dois de campanha.

O desembargador também analisou, na mesma decisão, e ainda de acordo com a reportagem do site, o pedido do Ministério Público da quebra de sigilo bancário de Selma e de seu primeiro suplente, Gilberto Possamai (PSL). O magistrado, porém, ainda não teria decidido, pois a senadora eleita se prontificou a entregar, de forma voluntária, suas movimentações bancárias.

“No que diz respeito ao pedido de quebra do sigilo bancário dos réus Selma Rosane Santos Arruda e Gilberto Eglair Possamai, antes de deliberar definitivamente acerca da necessidade da medida, haja vista a concessão de novo prazo para a apresentação de defesa, franqueio aos requeridos a possibilidade de apresentarem extratos mais detalhados e que incluam as movimentações financeiras de suas poupanças integradas, nos moldes descritos pelo MPE, de modo a aferir a origem e o destino dos recursos que transitaram em suas contas no período em questão, notadamente porque inexiste urgência para a apreciação desse requerimento”, diz trecho da decisão.

No dia 3 deste mês o Ministério Público Eleitoral pediu a cassação e a quebra de sigilo bancário da candidata a senadora Selma Arruda (PSL) e do primeiro suplente de sua chapa.

A procuradora regional eleitoral, Cristina Nascimento de Melo, acusa Selma e Gilberto de terem contraído despesas de natureza eleitoral de R$ 1.234 milhão.

“Tendo pago a quantia de R$ 700.000,00 com recursos de origem desconhecida que não tiveram regular trânsito pela conta bancária oficial”, afirmou a procuradora. “Relembre-se que foram efetuados 5 pagamentos mediante cheque, 4 deles no valor de R$ 150.000 e outro no valor de R$ 100.000, totalizando R$ 700.000 de efetivo caixa 2 de campanha”, completou.

A procuradora eleitoral solicitou a inclusão do MPE na ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) movida pelo então candidato a senador Sebastião Carlos (Rede). O candidato se baseou no processo movido pelo ex-marqueteiro da adversário, Luiz Gonzaga Rodrigues Junior, conhecido como Junior Brasa, dono da agência Genius, que cobra o pagamento de R$ 1,16 milhão.

Segundo o publicitário, os quatro primeiros cheques para pagar despesas de pré-campanha foram emitidos por Selma, somando R$ 550 mil, e o último por Possamai, no valor de R$ 150 mil. A procuradora destacou que “logo na primeira fase já foram executados serviços de criação de conceito, de logomarca e do jingle, gastos típicos de uma campanha.”

Outro lado:

Em entrevista coletiva à imprensa, realizada dia 3 de outubro, Selma Arruda negou ter feito caixa dois e disse que os gastos realizados foram para sua preparação pessoal. Ela afirmou que as acusações são uma armação política.

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