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Preso por agressão e injúria racial, rapaz paga fiança de R$ 9 mil e é solto

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Redação

Horas depois de ser preso em flagrante e autuado por lesão corporal, injúria racial, dano ao patrimônio e embriaguez ao volante, o estudante Breno de Moura Semoto, 21 anos, pagou uma fiança de R$ 9,37 mil e foi solto.

Reprodução/Facebook

Breno Semoto

A confusão aconteceu na madrugada de segunda-feira (31) na saída do hospital Jardim Cuiabá, na capital. Segundo informações do boletim de ocorrência, Breno depredou a unidade, agrediu fisicamente e verbalmente os funcionários e tentou fugir dirigindo embriagado.

O estudante participou de uma audiência de custódia na quinta Vara Criminal da capital e teve o alvará de soltura expedido pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques, mediante o pagamento da fiança. Ele agora acompanhará as investigações em liberdade.

Discussão e agressão

O segurança do hospital Wesley Bezerra de Oliveira Santana, uma das vítimas, disse que tudo começou quando notou uma discussão em frente à unidade. Segundo ele, o rapaz estava agredindo a uma mulher que, na sequência, entrou no hospital chorando e pedindo ajuda, afirmando estar grávida.

O segurança conta que pediu paciência a Breno e que tentou mantê-lo afastado da mulher, mas não teria sido ouvido.

Wesley relata que os dois começaram a lutar e que foi alvo de cadeiradas. “Achei que fosse morrer”, disse. Outros funcionários interviram na confusão e conseguiram conter Breno, contou o segurança.

“Ele estava extremamente nervoso e xingava muito”, afirmou. De acordo com Wesley, o rapaz tentou fugir do local depois que a polícia foi chamada. Na tentativa, colidiu o veículo Fiesta com um Corolla e foi detido a tempo por policiais militares.

Cinco pontos na cabeça

Reprodução/Facebook

Wesley Bezerra, segurança do Hospital Jardim Cuiabá

Breno foi algemado e encaminhado para o Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do bairro Planalto.

Wesley também foi para o Cisc, mas, como sangrava muito devido aos ferimentos, voltou ao hospital Jardim Cuiabá para receber atendimento médico.

Ele levou cinco pontos na cabeça, três na região dos cílios e teve um dente quebrado.

Identificada como Luciana Mara dos Santos Carmo, a funcionária do hospital que teria sido vítima de injúria racial por parte do estudante não compareceu ao Cisc, conforme consta no boletim de ocorrência.

A família do segurança informou que, nos próximos dias, prestará mais uma queixa na polícia contra o estudante. “Ele agrediu o meu irmão gratuitamente. Isso não pode ficar assim”, afirmou Cláudia Bezerra, 27 anos, irmã de Wesley.

A reportagem procurou o hospital Jardim Cuiabá e tentou contato com Breno e seus familiares, mas não obteve resposta.

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