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6,5 milhões: Imigração para países ricos bate recorde histórico

Foto de um homem e uma mulher sorrindo enquanto seguram caixas de uma mudança
Foto de Laura Nabuco
Laura Nabuco

O número de pessoas do mundo todo imigrando para países ricos nunca foi tão alto: 6,5 milhões. E estamos falando só de quem entra legalmente nessas nações.

Os dados são da própria Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (ODCE), entidade que reúne os 38 países mais ricos do mundo.

De acordo com o levantamento, apesar da rígida política de imigração, os Estados Unidos ainda são o país mais procurado.

O “top 5” dos países que receberam mais imigrantes permanentes legais em 2023 é o seguinte:

  • Estados Unidos – 1,2 milhão de pessoas
  • Grã-Bretanha – 747 mil pessoas
  • Canadá – 472 mil pessoas
  • França – 289 mil pessoas
  • Japão – 155 mil pessoas

Todos esses países, incluindo a Suíça (144,5 mil pessoas), bateram recorde de recebimento de imigrantes legalizados no ano passado.

A explicação das autoridades para esse aumento é a chegada de pessoas para se juntar a familiares que já viviam legalmente nesses países antes. Segundo a OCDE, pelo menos 43% dos imigrantes do ano passado estão nessa situação.

A Organização também aponta um aumento de 20% no número de refugiados conseguindo o direito de viver nesses locais.

A imigração é boa para os países ricos?

O estudo feito pela OCDE aponta que a maioria desses imigrantes acabam ocupando postos de emprego assalariado. Geralmente, trata-se de vagas que os nascidos no país não se interessam: agricultura, construção, hotelaria.

Mas também houve um aumento dos imigrantes que abriram suas próprias empresas. Em 2006, eles representavam 11%. Já em 2022, eram 17%. Essas empresas, por sua vez, representaram a criação de mais de 4 milhões de novos postos de trabalho nessas nações, só entre 2011 e 2021.

E nem é só isso. Segundo essa reportagem do portal The News, a população americana só tem crescido graças aos estrangeiros. Mais especificamente, os hispânicos.

Isso tem ocorrido porque, entre os americanos “nativos”, o número de mortes já supera o de nascimentos. Um fenômeno que não é exclusivo dos Estados Unidos, mas que já tem feito com que a população de 15 estados de lá venha diminuindo ao longo dos anos.

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